Não gosto de matemática, vegetais, pássaros, negros e homossexuais

24 out

Sexta passada passei por um pitbull em plena geral de Canasvieiras. Ouvi um “ai meu Deus” vindo da pessoa que estava sentada em um banco próximo e percebi também que muitos se aproximaram das paredes, enquanto eu admirava o cãozinho passando ao meu lado. Eu sem medo dele, ele sem medo de mim.

Quando criança eu tinha medo de mendigos, ciganos e velhos. Hoje pessoas maltrapilhas me levam a esconder minhas coisas de valor, carros andando devagar me fazem apressar o passo e pessoas estranhas me adicionando no Facebook me fazem pensar: “WTF!?”. Mas cães, apesar de ter sido mordido por um vira-latas quando criança, não costumam me deixar apreensivo.

Acontece que há muito tempo aprendi a identificar as intenções de um cachorro solto na rua e o que ele pode interpretar como uma ameaça, além do que, minha mãe tem uma pitbull muito dócil, o que me fez perder completamente o preconceito com a raça. Conviver faz perder o preconceito.

Por natureza todas as pessoas tem preconceito, faz parte do instinto de sobrevivência. Você pode aprender a ser preconceituoso com seus pais ou mesmo com suas próprias experiências, muitas vezes por medo ou simplesmente ignorância. Só quem sofre com algum tipo de preconceito tem o poder de mostrar que não há motivos para medo, ao menos que o receio venha do próprio discriminado. Medo gera preconceito, de ambos os lados.

Como vê, nenhuma parte deste post é preconceituoso. O título não fez do texto algo homofóbico, racista, anti-ambiental, carnívoro ou matematicamente incorreto. E você, começou a ler este texto com preconceito?

Tags:, , , , , ,

Podando a criatividade

22 out

Nunca parei para pensar o motivo da lâmpada ser um símbolo de “nova ideia”. Talvez seja um flash de luz, um insight ou, ainda talvez, o supra-sumo da criatividade. Afinal, criar é dar origem a algo novo, tirar um elefante branco da cartola, ver algo nascer do nada, dar à luz.

Muitas pessoas que conheço são criativas, o motorista da última empresa que trabalhei era extremamente criativo ao colocar uma escada sobre uma cadeira com rodinhas para trocar uma lâmpada. Gênios do design projetam aparelhos esteticamente perfeitos que não podem ser usados por canhotos. Verdadeiros artistas fazem peças publicitárias milionárias onde o lúdico rouba todo espaço do produto.

Criatividade sem medir consequências é arte plástica. Não é isso que um designer [de software, de produto, de interação, de experiência, gráfico, web, blabla] experiente e responsável faz. Às vezes parte dispensável da usabilidade ou acessibilidade é sacrificada por um visual mais interessante, às vezes o produto precisa de interação e erro, às vezes o objeto do design é intuitivo suficiente para terceiros que nem conhecem a tecnologia, porém não é para quem tem acesso frequente à ela.

Calcular riscos é inerente e, muitas vezes, automático em um designer proporcionalmente ao tempo de experiência ou estudo que ele tem. Impor restrições a estes conceitos é duvidar da responsabilidade e da capacidade do profissional, rebaixando seu “risco calculado” à “risco moral” e podando sua criatividade.

Tags:, , , , , , , , , , ,

Profissão: Garoto de programa e Webdesigner freelancer em Joinville

22 jul

Para quem acompanhou meu Twitter nesse ano, percebeu que vim para Joinville em dezembro para o Natal e acabei não retornando para Goiânia. Desde então venho atendendo antigos e fiéis clientes que deixei um pouco solitários enquanto me aventurava no centro-oeste brasileiro. Calma, calma, apesar do teor com duplo sentido, o “garoto de programa” do título é só uma referência à profissão de programador.

Entre os clientes que atendi esse ano está o Jakson, um grande amigo e ex-sócio do tempo da Zachi Soluções (nossa falida empresa de web), que iniciou um novo negócio com conceito bem interessante. A Dahora Doces oferece brigadeiros recheados para eventos e presentes personalizados. Eu provei, e aprovei.

Como de costume, estou meio sumido por aqui, mas é como se diz: Em casa de ferreiro, espeto de pau. Aliás, foi exatamente isso que ouvi do Fernando na última vez que visitei a Seed Tecnologia, segundo ele, eu faço site para todo mundo menos pra mim. Nos próximos posts vou falar um pouco mais sobre os trabalhos que fiz nesse ano e fazer um pouco deste blog um “site profissional”.

Tags:, , , , , , , , ,

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.