Depois da (má) avaliação do Hotel Comfort Flamboyant, vamos para um review das minhas duas primeiras semanas em Goiânia, que mesmo com seus altos e baixos ainda está com saldo positivo na minha opinião.
Quem me conhece já me ouviu falar isso, mas vou repetir, em geral a cidade parece muito com Joinville porém em um tamanho maior e uma população mais receptiva. Goiânia tem pouco mais de 1,2 milhão de habitantes, uma população quase três vezes maior que Joinville (apesar do PIB não acompanhar esta equação).
O trânsito daqui flui muito bem, até agora não vi engarrafamento. Não sou nenhum expert no assunto, mas eu atribuiria isso a um só motivo: Eles são muito loucos no volante.
Isso mesmo, pessoal aqui pisa forte no acelerador, faz ultrapassagens muito esquisitas, passeia entre as faixas e corta a frente na maior cara-dura, isso sem contar que sinal vermelho é enfeite e cinto de segurança acessório dispensável. Prefiro não me acostumar a essa loucura, então continuo usando o cinto, mesmo sendo o único no carro e meus amigos tirando sarro.
Os supermercados daqui são uma merda. Não costumo ser tão direto nos “elogios”, mas um supermercado que não faz entregas e faz você empacotar sozinho uma compra de mais de R$ 800,00 não merece polidez. Moro a três ou quatro quadras dos supermercados Carrefour e Walmart, e tenho que dizer que da primeira vez que vi meus amigos empacotando as próprias compras fiquei pasmo.
Mau vendedor merece mau comprador, por isso na minha primeira compra no Walmart fiz questão de mandar a caixa deduzir todos os itens menores que já havia passado, pois não os levaria já que ninguém empacotaria. No Carrefour pensei em fazer o mesmo, mas quando descobri que eles não tinham entrega a domicílio acabei fraquejando. Em vez de devolver, preferi jogar minha consciência ecológica no lixo e colocar um produto em cada sacola. Funcionou, quando a caixa viu o desperdício, ela e a vizinha vieram me ajudar com as compras.
Descobri mais tarde que o BIG de Joinville também não empacota mais as compras, então deduzi que eu havia sido mal-acostumado pelo Angeloni, mas continuo achando que tornar a experiência do cliente melhor deve ser a base para qualquer comércio, até o Comper sabe disso.
As noites são interessantes. “Interessante” é uma palavra que uso quando vejo algo diferente do que estou acostumado.
* Primeiro barzinho que fui com meus amigos foi o Deck Lounge, um lugar muito iluminado para ser bar, com música muito alta pra ser restaurante e com Cirque Du Soleil passando em diversas TVs de plasma espalhadas pelas paredes. Minha primeira impressão foi de um bar GLS, já que o menu começava com soft drinks e várias mesas tinham uma formação de pessoas meio incomum. Em resumo, não gostei, mas como “a compania que faz a festa” a noite acabou bem quando o grupo aumentou.
* Também conheci a boate D’BOU Dining Music, que fica dentro do shopping Bougainville, é um lugar bem agradável e com pessoas bonitas apesar de estar rolando show sertanejo no dia. Sem preconceito quanto a isso, pela geografia do estado já estava ciente que teria que me acostumar com estilo musical.
Já que não sei dançar e também não estava familiarizado com as músicas, esperei acabar o show da dupla Charles & Maicon para tentar “me dar bem”. Erro fatal. Logo depois deles sairem, um DJ de camisa xadrez colocou um CD de house (que ele deve ter achado na lojinha da esquina) e espantou todos da pista.
Talvez um repertório mais variado teria mantido o pessoal na pista, mas acho que elas curtiam mais o estilo sertanejo e mesmo com minha amiga armando dois “esquemas” pra mim, saí no zero à zero.
* Ontem depois de assistir Wolverine resolvi conhecer o Ciao Bella, um bar/boate que fica aqui do lado do meu prédio. Se o DJ do D’Bou pecava pela falta de variedade e do Ciao Bella pecava por excesso, indo de Axé para tecno e sertanejo sem pudor algum.
O lugar tem uma decoração interna bem legal, só o que estraga é o esquema de consumo deles. O valor da entrada você paga para os seguranças na porta da boate e as bebidas você retira com cupom fiscal que você compra a dinheiro no caixa. Até aí tudo bem, mas o que me chamou atenção é que você tem que carregar um cartão que é dado na entrada e só é pedido novamente na saída – não me pergunte o “por quê”.
Como cheguei no local por volta das duas horas, não vou opiniar sobre as pessoas que estavam lá, mas o local me parece uma boa opção para quando eu estiver sem nada pra fazer.
Marcas de cidade grande, publicidade de cidade pequena. Comparando Goiânia com Florianópolis, ela não é muito explorada pela propaganda. Florianópolis além de expor marcas nacionais em ponto de ônibus, faz propaganda até da padaria da esquina.
Apesar de no quesito “Propaganda” Goiânia estar mais parecida com Joinville, no quesito “Marcas” ganha de qualquer cidade catarinense. Algumas que já vi por aqui foram: Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Sam’s club, Hugo Boss, Siciliano, Saraiva, Outback, Burguer King, e também as mais comuns como McDonald’s, Bobs, Giraffas, Habib’s, Cinemark e principalmente Subway, que tem até em loja de conveniência de postos de gasolina.
Em resumo, a cidade é bem “interessante” e se conseguir mudar alguns dos meus hábitos, acho que vou me adaptar bem com ela.
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