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Turbulências à vista e a prazo

2 dez

Esse ano li uma frase que é praticamente um ensinamento pra vida: “Procrastinar é como masturbação: a sensação é boa, mas você só está fodendo consigo mesmo.”, sei que isso foi grosseiro, mas estou só tentando ser direto, uma das características das minhas ações de transição 2010-2011.

Sem deixar coisas para trás, estou tentando acertar toda minha vida este mês e já comecei a criar alguns problemas para o próximo ano, problemas que no andar da carruagem devem se tornar grandes benefícios, mas que com certeza me garantirão algumas dores de cabeça.

Isso pode até ser só mais uma promessa de final de ano, mas pelo menos não estou pulando ondas e nem comendo uvas.

Primeiras semanas em Goiânia

2 mai

Depois da (má) avaliação do Hotel Comfort Flamboyant, vamos para um review das minhas duas primeiras semanas em Goiânia, que mesmo com seus altos e baixos ainda está com saldo positivo na minha opinião.

Quem me conhece já me ouviu falar isso, mas vou repetir, em geral a cidade parece muito com Joinville porém em um tamanho maior e uma população mais receptiva. Goiânia tem pouco mais de 1,2 milhão de habitantes, uma população quase três vezes maior que Joinville (apesar do PIB não acompanhar esta equação).

O trânsito daqui flui muito bem, até agora não vi engarrafamento. Não sou nenhum expert no assunto, mas eu atribuiria isso a um só motivo: Eles são muito loucos no volante.

Isso mesmo, pessoal aqui pisa forte no acelerador, faz ultrapassagens muito esquisitas, passeia entre as faixas e corta a frente na maior cara-dura, isso sem contar que sinal vermelho é enfeite e cinto de segurança acessório dispensável. Prefiro não me acostumar a essa loucura, então continuo usando o cinto, mesmo sendo o único no carro e meus amigos tirando sarro.

Os supermercados daqui são uma merda. Não costumo ser tão direto nos “elogios”, mas um supermercado que não faz entregas e faz você empacotar sozinho uma compra de mais de R$ 800,00 não merece polidez. Moro a três ou quatro quadras dos supermercados Carrefour e Walmart, e tenho que dizer que da primeira vez que vi meus amigos empacotando as próprias compras fiquei pasmo.

Mau vendedor merece mau comprador, por isso na minha primeira compra no Walmart fiz questão de mandar a caixa deduzir todos os itens menores que já havia passado, pois não os levaria já que ninguém empacotaria. No Carrefour pensei em fazer o mesmo, mas quando descobri que eles não tinham entrega a domicílio acabei fraquejando. Em vez de devolver, preferi jogar minha consciência ecológica no lixo e colocar um produto em cada sacola. Funcionou, quando a caixa viu o desperdício, ela e a vizinha vieram me ajudar com as compras.

Descobri mais tarde que o BIG de Joinville também não empacota mais as compras, então deduzi que eu havia sido mal-acostumado pelo Angeloni, mas continuo achando que tornar a experiência do cliente melhor deve ser a base para qualquer comércio, até o Comper sabe disso.

As noites são interessantes. “Interessante” é uma palavra que uso quando vejo algo diferente do que estou acostumado.

* Primeiro barzinho que fui com meus amigos foi o Deck Lounge, um lugar muito iluminado para ser bar, com música muito alta pra ser restaurante e com Cirque Du Soleil passando em diversas TVs de plasma espalhadas pelas paredes. Minha primeira impressão foi de um bar GLS, já que o menu começava com soft drinks e várias mesas tinham uma formação de pessoas meio incomum. Em resumo, não gostei, mas como “a compania que faz a festa” a noite acabou bem quando o grupo aumentou.

* Também conheci a boate D’BOU Dining Music, que fica dentro do shopping  Bougainville, é um lugar bem agradável e com pessoas bonitas apesar de estar rolando show sertanejo no dia. Sem preconceito quanto a isso, pela geografia do estado já estava ciente que teria que me acostumar com estilo musical.

Já que não sei dançar e também não estava familiarizado com as músicas, esperei acabar o show da dupla Charles & Maicon para tentar “me dar bem”. Erro fatal. Logo depois deles sairem, um DJ de camisa xadrez colocou um CD de house (que ele deve ter achado na lojinha da esquina) e espantou todos da pista.

Talvez um repertório mais variado teria mantido o pessoal na pista, mas acho que elas curtiam mais o estilo sertanejo e mesmo com minha amiga armando dois “esquemas” pra mim, saí no zero à zero.

* Ontem depois de assistir Wolverine resolvi conhecer o Ciao Bella, um bar/boate que fica aqui do lado do meu prédio. Se o DJ do D’Bou pecava pela falta de variedade e do Ciao Bella pecava por excesso, indo de Axé para tecno e sertanejo sem pudor algum.

O lugar tem uma decoração interna bem legal, só o que estraga é o esquema de consumo deles. O valor da entrada você paga para os seguranças na porta da boate e as bebidas você retira com cupom fiscal que você compra a dinheiro no caixa. Até aí tudo bem, mas o que me chamou atenção é que você tem que carregar um cartão que é dado na entrada e só é pedido novamente na saída – não me pergunte o “por quê”.

Como cheguei no local por volta das duas horas, não vou opiniar sobre as pessoas que estavam lá, mas o local me parece uma boa opção para quando eu estiver sem nada pra fazer.

Marcas de cidade grande, publicidade de cidade pequena. Comparando Goiânia com Florianópolis, ela não é muito explorada pela propaganda. Florianópolis além de expor marcas nacionais em ponto de ônibus, faz propaganda até da padaria da esquina.

Apesar de no quesito “Propaganda” Goiânia estar mais parecida com Joinville, no quesito “Marcas” ganha de qualquer cidade catarinense. Algumas que já vi por aqui foram: Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Sam’s club, Hugo Boss, Siciliano, Saraiva, Outback, Burguer King, e também as mais comuns como McDonald’s, Bobs, Giraffas, Habib’s, Cinemark e principalmente Subway, que tem até em loja de conveniência de postos de gasolina.

Em resumo, a cidade é bem “interessante” e se conseguir mudar alguns dos meus hábitos, acho que vou me adaptar bem com ela.

Ter um blog é fácil, difícil é manter

10 fev

Quem leu o primeiro post sabe que criei meu blog porque “um dia acordei com vontade de blogar”, naquele dia não sabia realmente se queria ter um blog até clicar no botão “Publicar”, desde então as pessoas me param na rua e perguntam “Christoffer, sobre o que é o seu blog?”, e um silêncio absoluto invade a minha mente me deixando sem respostas.

Meu blog é sobre qualquer coisa. Não preciso de um tema para ele, sei que a maioria dos visitantes cairão de para-quedas vindos de algum mecanismo de busca qualquer. Também sei que escrever estes dois parágrafos não irá justificar ter ficado quase dois meses sem postar nada, o que me remete ao título deste texto: Ter um blog é fácil, difícil é manter.

No final de 2007 criei um blog para Fábrica Di Chocolate, a idéia era um criar um meio de atrair visitantes através de assuntos aleatórios envolvendo o produto e a idéia de negócio. O objetivo era “ser informal” e por isso mantive notícias gerais, indo desde informativos sobre investimento até alfinetadas no concorrente principal. Depois da minha saída da empresa, o blog não teve muito movimento e frequentemente tento lembra-los que ele ainda existe.

Ter um blog é diferente de manter um blog, escolher assuntos fresquinhos e elaborar um textos pomposos pode levar horas. Este post por exemplo, já estou a quase uma hora nele e ainda está na metade.

Manter um blog pessoal pode ser uma tarefa mais simples, você pode falar sobre seu dia-a-dia e coisas que gosta de fazer. Manter um blog corporativo é algo mais complicado, você precisa realmente ter atualizações frequentes, pelo menos duas por semana. Manter um blog com assunto específico é mais doloroso, você precisa dar uma dose de feed constante aos usuários senão eles procuram outra fonte. Manter meu blog é uma experiência espiritual, só preciso escrever grandes textos de tempos-em-tempos e ficar me martirizando por não conseguir ser mais frequente.

A primeira vez que ouvi a palavra “weblog” saindo da boca de uma pessoa séria, foi quando minha professora de sociologia do terceiro ano fez em particular um comentário sobre “um novo tipo de mídia” que ela havia lido a respeito, provavelmente não levei nenhum pouco em consideração, afinal ela tinha quase 60 anos e para mim blogs eram só “diários virtuais”.

Hoje acho que deveria ter levado a senhora Monita Reimer-Ridgway mais a sério, mas não posso me culpar, eu era o único da escola inteira que dava algum crédito a ela. Apesar de um pouco excêntrica, percebi mais tarde que ela realmente sabia o que estava dizendo, infelizmente eu não era maduro suficiente para entender que aquela mulher poderia me ensinar muito sobre design, internet e tendências.

Além de blogs, foi dela que levei o primeiro puxão de orelha por não dar “ar para o texto respirar” e não calcular o espaço disponível do papel antes de escrever. Ela também falava de coisas como spam e sobre visitantes que não ficariam a vontade se o site tivesse um menu vertical com o texto na vertical. Monita era realmente uma pessoa fascinante e com uma impressionante história de vida, se você encontrá-la na rua ou promovendo um evento de moda na sua região, fica como sugestão puxar conversa com ela.

Enquanto não encontro uma nova especialista em moda/professora de sociologia para conversar, continuo escrevendo textos inconstantes para meu blog e deixo o desafio: Crie um blog, Tenha um blog, Mantenha um blog.

PS: Tenho que admitir que nunca me pararam na rua, mas gosto de pensar que a causa são os fones de ouvido.

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