Polícia Federal leva dezenas de hackers pra conhecer a Disneylândia
Junho 1, 2009 (Segunda-feira)
Na quinta passada (28), a “Operação Trilha” prendeu 80 suspeitos de crimes digitais em 12 estados brasileiros. Uma mega operação que, graças a uma barragem e um avião caído, não conseguiu prender a ateção da mídia por nem 24hs.
Claro que o objetivo dessa respeitadíssima corporação não é fazer propaganda, exibindo seus números fictícios em operações com nomes como “Cash Net”, Replicante, Ctrl+Alt+Del, Cavalo de Tróia e “Cavalo de Tróia II – A revolta”, mas eu arriscaria dizer que eles levam um ano para investigar e mais ou menos uns 4 meses para escolher o nome.
Já comentei em um post anterior, mas devo lembrar que dos criminosos indiciados nesta operação, os únicos que podem ser chamados de hackers, são os 4 à 8 programadores que a investigação apurada do delegado Disney Rosseti ainda não conseguiu chegar a um número correto. Segundo o delegado, a prisão destes programadores é um grande avanço já que sem eles o crime deixa de existir. Pateta e Pato Donald também acreditam nisso.
A cerca de 10 anos conheci muita gente boa que, na época, gostava de se divertir sacaneando amigos ou até pixando alguns sites internacionais que ninguém fazia idéia que existiam. Hoje são pessoas respeitadas no meio, gente talentosa que usa seu dom em diversas áreas, facilitando a vida das pessoas e trazendo diversão através de jogos, sistemas ERP, sites de internet e outros. Infelizmente, alguns desses talentos não conseguiram resistir, achando no crime uma boa saída para ganhar dinheiro e alimentar sua curiosidade insasciável.
Este pequeno grupo são um exemplo dos hackers presos nestas operações. Eles desenvolvem um programa muito simples de fazer chamado muitas vezes de Key Logger, um programinha que consegue imitar o ambiente bancário e pedir gentilmente que o cliente digite informações que um banco nunca solicitaria.
Fazer um Key Logger é extremamente simples para qualquer programador com um mínimo de conhecimento. Mesmo presos, o programa que estes “hackers” fizeram ainda continuarão funcionando perfeitamente por meses ou até anos, gerando tempo suficiente para que outro programador recém diplomado pelo SENAC possa fazer o seu.
Prender os laranjas, aqueles que emprestam sua conta para receber o dinheiro em troca de um agradinho, também não parece muito efetivo. Prender aquele usuário básico que faz o processo de pegar a senha e transferir o dinheiro, é como prender ladrão de galinhas. Prender o boleteiro, que se oferece para pagar uma conta pela metade do preço, é só menos um intermediário na rua. Então me perguntam: Quem deve ser preso para que isso tenha um fim?, a resposta é simples: Você.
* Você que é aquele tarado que clica em qualquer e-mail que diz trazer as fotos mais quentes da última gostosa do BBB
* Você que é aquele usuário imbecil que repassa e-mails daquela menininha que nasceu sem orelhas e precisa de uma cirurgia urgente
* Você que é aquele cliente que mesmo o banco orientando milhares de vezes ainda digita as mais de 50 posições do seu cartão de segurnaça de uma vez só
* Você que é aquele cidadão incorruptível que achou uma maneira única de pagar suas contas com até 80% de desconto de maneira inquestionável
* Você que é aquele banqueiro que fatura alto com as fraudes onlines sempre que consegue convencer o cliente que a culpa é dele e nunca sai perdendo porque está sempre bem protegido por seguros e um lucro bilionário trimestral
* Você que é aquele criativo agente da PF que inventa nomes ’maneiros’ para as operações e atiça ainda mais os criminosos
* Você que é aquele responsável por indicar delegados com nomes engraçados que fariam até o cidadão mais honesto querer virar um criminoso digital
* Você que é aquele delegado mais interessado em divulgar números fictícios e fotos de gente que nem foi presa, ao invés de juntar provas suficientes para manter o indiciado na cadeia
Resumindo, o problema está com você, que em um restaurante nunca daria seu Visa Electron e sua senha para um desconhecido te livrar mais rápido da fila de pagamento, mas abre as pernas para primeira historinha mal contada que chega por e-mail. Ou você que prefere fazer marketing ao invés de um trabalho bem feito.
Primeiras semanas em Goiânia
Maio 2, 2009 (Sábado)
Depois da (má) avaliação do Hotel Comfort Flamboyant, vamos para um review das minhas duas primeiras semanas em Goiânia, que mesmo com seus altos e baixos ainda está com saldo positivo na minha opinião.
Quem me conhece já me ouviu falar isso, mas vou repetir, em geral a cidade parece muito com Joinville porém em um tamanho maior e uma população mais receptiva. Goiânia tem pouco mais de 1,2 milhão de habitantes, uma população quase três vezes maior que Joinville (apesar do PIB não acompanhar esta equação).
O trânsito daqui flui muito bem, até agora não vi engarrafamento. Não sou nenhum expert no assunto, mas eu atribuiria isso a um só motivo: Eles são muito loucos no volante.
Isso mesmo, pessoal aqui pisa forte no acelerador, faz ultrapassagens muito esquisitas, passeia entre as faixas e corta a frente na maior cara-dura, isso sem contar que sinal vermelho é enfeite e cinto de segurança acessório dispensável. Prefiro não me acostumar a essa loucura, então continuo usando o cinto, mesmo sendo o único no carro e meus amigos tirando sarro.
Os supermercados daqui são uma merda. Não costumo ser tão direto nos “elogios”, mas um supermercado que não faz entregas e faz você empacotar sozinho uma compra de mais de R$ 800,00 não merece polidez. Moro a três ou quatro quadras dos supermercados Carrefour e Walmart, e tenho que dizer que da primeira vez que vi meus amigos empacotando as próprias compras fiquei pasmo.
Mau vendedor merece mau comprador, por isso na minha primeira compra no Walmart fiz questão de mandar a caixa deduzir todos os itens menores que já havia passado, pois não os levaria já que ninguém empacotaria. No Carrefour pensei em fazer o mesmo, mas quando descobri que eles não tinham entrega a domicílio acabei fraquejando. Em vez de devolver, preferi jogar minha consciência ecológica no lixo e colocar um produto em cada sacola. Funcionou, quando a caixa viu o desperdício, ela e a vizinha vieram me ajudar com as compras.
Descobri mais tarde que o BIG de Joinville também não empacota mais as compras, então deduzi que eu havia sido mal-acostumado pelo Angeloni, mas continuo achando que tornar a experiência do cliente melhor deve ser a base para qualquer comércio, até o Comper sabe disso.
As noites são interessantes. “Interessante” é uma palavra que uso quando vejo algo diferente do que estou acostumado.
* Primeiro barzinho que fui com meus amigos foi o Deck Lounge, um lugar muito iluminado para ser bar, com música muito alta pra ser restaurante e com Cirque Du Soleil passando em diversas TVs de plasma espalhadas pelas paredes. Minha primeira impressão foi de um bar GLS, já que o menu começava com soft drinks e várias mesas tinham uma formação de pessoas meio incomum. Em resumo, não gostei, mas como “a compania que faz a festa” a noite acabou bem quando o grupo aumentou.
* Também conheci a boate D’BOU Dining Music, que fica dentro do shopping Bougainville, é um lugar bem agradável e com pessoas bonitas apesar de estar rolando show sertanejo no dia. Sem preconceito quanto a isso, pela geografia do estado já estava ciente que teria que me acostumar com estilo musical.
Já que não sei dançar e também não estava familiarizado com as músicas, esperei acabar o show da dupla Charles & Maicon para tentar “me dar bem”. Erro fatal. Logo depois deles sairem, um DJ de camisa xadrez colocou um CD de house (que ele deve ter achado na lojinha da esquina) e espantou todos da pista.
Talvez um repertório mais variado teria mantido o pessoal na pista, mas acho que elas curtiam mais o estilo sertanejo e mesmo com minha amiga armando dois “esquemas” pra mim, saí no zero à zero.
* Ontem depois de assistir Wolverine resolvi conhecer o Ciao Bella, um bar/boate que fica aqui do lado do meu prédio. Se o DJ do D’Bou pecava pela falta de variedade e do Ciao Bella pecava por excesso, indo de Axé para tecno e sertanejo sem pudor algum.
O lugar tem uma decoração interna bem legal, só o que estraga é o esquema de consumo deles. O valor da entrada você paga para os seguranças na porta da boate e as bebidas você retira com cupom fiscal que você compra a dinheiro no caixa. Até aí tudo bem, mas o que me chamou atenção é que você tem que carregar um cartão que é dado na entrada e só é pedido novamente na saída – não me pergunte o “por quê”.
Como cheguei no local por volta das duas horas, não vou opiniar sobre as pessoas que estavam lá, mas o local me parece uma boa opção para quando eu estiver sem nada pra fazer.
Marcas de cidade grande, publicidade de cidade pequena. Comparando Goiânia com Florianópolis, ela não é muito explorada pela propaganda. Florianópolis além de expor marcas nacionais em ponto de ônibus, faz propaganda até da padaria da esquina.
Apesar de no quesito “Propaganda” Goiânia estar mais parecida com Joinville, no quesito “Marcas” ganha de qualquer cidade catarinense. Algumas que já vi por aqui foram: Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Sam’s club, Hugo Boss, Siciliano, Saraiva, Outback, Burguer King, e também as mais comuns como McDonald’s, Bobs, Giraffas, Habib’s, Cinemark e principalmente Subway, que tem até em loja de conveniência de postos de gasolina.
Em resumo, a cidade é bem “interessante” e se conseguir mudar alguns dos meus hábitos, acho que vou me adaptar bem com ela.
Viva ao capitalismo burro e compulsivo!
Dezembro 14, 2008 (Domingo)
No início desse ano decidi comprar um celular bom, mas tinha que ser mais do que uma simples penteadeira, tinha que ser “o celular”.
A possibilidade do lançamento do iPhone no Brasil acabou adiando cada vez mais essa aquisição, porém quando o dito cujo foi lançado pelas operadoras brasileiras como artigo de luxo, percebi que aquele pedaço de vidro contorcido não valia nem a metade do que elas estavam pedindo.
Desde então comecei a procurar por celulares alternativos, não fazia questão de um smartphone, só precisava ser um aparelho bonito e útil.
Hoje encontrei o que parecia ser o fim destas buscas: Sony Ericsson F305. Além de possuir todas funções que eu precisava, ainda estava de graça em um plano de R$ 73,77 compartilhado com a Claro — tudo perfeito, se não fosse PURA ENGANAÇÃO.
Neste natal a Claro lançou a promoção “Compartilhar”, trata-se de uma imitação barata do plano “Pula-Pula” da BrasilTelecom, onde você paga em um mês e fica isento da franquia no próximo mês. O que não fica muito “claro” é que a promoção só é válida nos 6 primeiros meses e o plano de fidelidade é de 12 meses.
Na minha lógica eu ainda sairia no lucro, estaria ganhando um celular legal e me livrando da BrasilTelecom, pois aproveitaria a portabilidade para migrar meu número. Novamente tudo perfeito, se não fosse somente mais uma isca para pegar consumidores compulsivos.
Saí de casa e fui até a loja da Claro para ver o aparelho de perto e fechar negócio. Depois de escutar durante uns 15 minutos a ladainha do vendedor e ele pedir ajuda para uns 3 outros vendedores que não sabiam o processo da portabilidade, o mesmo me informou que após uma “análise de crédito” a Claro só liberaria o plano de 70 minutos (R$ 66,02/mês).
Perguntei o motivo e ele não soube me dizer, só mostrou que o sistema não liberou o plano de R$ 7,75 a mais por mês.
A minha dúvida é ”Como uma análise de crédito rejeita uma pessoa sem restrições no SERASA/SPC e com uma renda bem acima da média?” e a minha resposta é ”Bingo!”
Um sistema configurado para traçar um perfil de “mal pagador” ou com planos pré-definidos para cada faixa etária, ou ainda um truque comercial que evita que celulares sejam dados de graça para clientes com condições de compra-lo, que aliás foi a primeira alternativa que pensei pois só essa operadora oferece este aparelho.
Uma coisa tenho certeza, isso não ficou claro para mim e quando eu tiver um tempo vou ligar para a Claro solicitando uma explicação plausível.
Não gosto de ser tratado como um consumidor burro e compulsivo, por isso vou procurar este aparelho desbloqueado e usar na BrasilTelecom, onde pago uma fortuna por um plano que não uso e não tenho cobertura nem na minha casa, porém sou tratado com respeito.
Wal-mart no Brasil (e na internet)
Outubro 26, 2008 (Domingo)
Entre o BIG e o Angeloni, sempre dei preferência ao Angeloni pelo seu atendimento personalizado e ambiente agradável, diferente do BIG em que a pessoa é tratada pior do que a mercadoria que o leitor de código de barras não leu na primeira tentativa.
Quem não é do Sul talvez nem conheça estas redes, mas neste post vou falar sobre uma bem mais conhecida: Wal-Mart, a maior rede de varejo do mundo.
Assim como não sou um grande freqüentador de supermercados, também não sou um grande comprador online, mas como toda pessoa que “mexe com informática” acabo tendo uma certa de influência na opinião das pessoas nesse assunto.
Mês passado foi minha irmã, ela queria comprar uma câmera digital para o aniversário do marido. Não sou um expert no assunto, mas sabia do que ela precisava, então sugeri uma do Submarino que era a mesma que ela havia visto na loja, porém R$ 200,00 mais barata.
Infelizmente, dar sugestões é como adotar um filho, você fica responsável pela criança até a maioridade. No caso da minha irmã, meu cunhado teve a burrice inocência de não ler as especificações da embalagem, que diziam que era um produto 110v e não 220v como nossa rede, provavelmente uma informação com letras miúdas (Arial 22) e cores discretas (branco sobre vermelho).
Entre e-mails e telefonemas trocados, a Submarino reconheceu a culpa por não ter explicado em detalhes este fato, já que ela finalizou a compra via telefone. Depois de alguns dias enviaram um mensageiro pegar o produto e depois de mais alguns erros de logística efetuaram a troca sem nenhum ônus para minha irmã.
Voltando ao assunto em pauta, depois de três anos do Wal-Mart comprar 140 lojas no Brasil (BIG, Nacional, Maxxi e Mercadorama), eles resolveram juntar a sessão de eletros inaugurando o Wallmart.com.br.
Desde que meu MP4 perdeu a função de player, venho procurando um substituto tão xing-ling quanto ele. Eis que - como eu já possuía cadastro no site do BIG -, comecei a receber ofertas da nova loja virtual e em uma delas estava lá o que eu precisava: MP4 Player 2GB, Tela LCD 1.8″…
Em uma olhada rápida nas características, vi que era muito mais do que eu precisava, além de todas as funções que o meu já tinha ele ainda se conectava a TV e aceitava MicroSD. Compreio-o!
Fiz o pedido no sábado (18/10) e recebi na quarta-feira. Quando abro a embalagem, para minha decepção, percebo que não há cabo para conexão com TV e nenhum orifício para inserção de cartão. Mas tudo bem, o que eu precisava era de algo para escutar meus podcasts na ida e volta para o trabalho. Minha segunda decepção: ele não se comunica com meu Windows Vista*.
Coloquei o dito cujo novamente na embalagem e mandei um email solicitando a devolução do dinheiro. Hoje recebi um e-mail pedindo para que eu entre em contato via telefone para confirmar alguns dados.
Então quer dizer que eles mandam um produto que não condiz com o que estão vendendo, demoram três dias para dar um parecer e ainda não se dão o trabalho de gastar DDD para ligar para o meu celular?
Resumo polêmico: Além de uma loja que parece mais um case de Web 2.0, o novo site da Wal-Mart traz informações falsas sobre os produtos e pós-venda é lerdo e preguiçoso.
* Testei no Windows Vista do meu notebook em todas as portas USB, nelas eu uso um mouse convencional, mouse/teclado sem fio, conecto meu outro MP4, meu celular e minha câmera digital. Testei também no Windows XP com dois cabos do mesmo tipo.