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Hora da verdade

30 mai

Este fim de semana, assisti o filme “Penetras Bom de Bico”, um filme hilário bem estilo enlatado americano com moral da história. Resumindo, são dois amigos que entram em festas sem serem convidados para pegar garotas, mas em uma das festas, um deles se apaixona por uma garota e ela por ele. Acontece que para entrar nas festas eles usam nomes falsos, mentem sobre status social e criam situações, tudo para impressionar as garotas e não serem expulsos da festa, quando ele é desmascarado é o fim do romance. Bolinha vai, bolinha vem ela perdoa ele.

Moral da história: a moça se apaixona pela essência do cara, não está nem aí pro seu nome real, sua família rica ou seu cartão de crédito, eles ficam juntos e vivem felizes até acabar o filme. Se a verdade saisse da boca dele a parte do “bolinha vai, bolinha vem” poderia nem acontecer.

Falar a verdade é arriscado demais e necessita de muita coragem, inventar/omitir/mentir é fácil e um ato covarde. Esperar ser desmascarado é cômodo, mentir mesmo depois de desmascarado é doentil.

Mentir é aceitável, só é preciso ficar atento a hora da verdade e não deixá-la passar.

Velocidade do tempo

15 dez

Sono é uma coisa birrenta, mas algo interessante de lutar contra o sono são as coisas que passam pela nossa cabeça durante essas batalhas. Quando estamos lutando para dormir, vem aqueles delírios esquisitos com vozes e visões irreais, já quando queremos dormir são os pensamentos filosóficos que habitam nossa mente. Desta vez estava deliberando sobre o tempo.

No final de 2006 eu assisti o que considero a melhor mensagem e final de ano já produzida, o tema dizia que “a velocidade do tempo é diretamente proporcional ao tamanho da sua rotina”, quer dizer, se você faz tudo igual, parece que o tempo voa, mas quando você sai da rotina, o tempo passa mais devagar.

Na época eu até pensei ser exatamente o contrário, mas agora, com o fim de ano chegando, para maioria vem aquela sensação de “que rápido que passou este ano” e é exatamente esta frase que mensura a sua rotina. Para mim este ano foi extremamente diferente, recheado de (boas) experiências novas e sentimentos “singulares”.

Independente da velocidade, o tempo passa. Isso é bom, já que ele é o maior responsável por fazer momentos ruins se transformarem em doces lembranças e tornar momentos felizes, memoráveis. É essa conversão – que só o tempo sabe fazer – que vai nos dizer se o ano passou rápido ou não.

Espero que esse novo ano traga diversas coisas novas e que “descobrir” seja uma palavra constante no meu dia-a-dia e de todos meus amigos.

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