Se ainda não perceberam, o rei está nú
Fevereiro 23, 2009 (Segunda-feira)
Ontem estava conversando com uma amiga que foi no show do David Guetta aqui em Florianópolis, ela comentou que o estacionamento normal era R$ 20,00 e o VIP saia por R$ 50,00. “Ridículo” foi a palavra que ela usou e eu respondi que eles estavam certos, afinal, eu não deixaria minha moto naquele fim de mundo.
Esta é a “lei da oferta e da procura”, quando vejo absurdos como esse sei que eles estão somente se aproveitando das facilidades do capitalismo. Não tenho costume de reclamar do preço das coisas, afinal, eles foram expertos e devem ser recompensados por isso.
No caso do estacionamento, outros parâmetros importantes que definiram seu valor é a utilidade e a super valorização, só que estes parâmetros variam de pessoa para pessoa. Um relógio Rolex, uma caneta Mont Blanc e um terno Armani tem um valor excessivo e é muito útil para um alto executivo demonstrar seu status, para mim uma calça jeans, camiseta e celular é suficiente.
Não vejo utilidade para um Rolex, todas funções de um relógio tenho no meu celular. Mesmo sendo um executivo rico, eu ainda preferiria um smartphone ou um netbook ao invés de um Rolex e uma Mont Blanc, mas para pessoas como eu existe outro seguimento de mercado. Independente do segmento, ainda é baseado em aparências.
Artigos de luxo e diferenças de preço “ridículas”, apesar de trazerem algum benefício, como por exemplo o serviço de valet, não justificam seu valor e servem exclusivamente para mostrar que deve ser atribuido o sufixo “rico”, como em empresário [rico] ou filha de pai [rico].
Não tenho nada contra o sistema capitalista. Só acho que é um sistema baseado em aparências, como um rei que continua nú.
Próxima parada: Florianópolis
Setembro 27, 2008 (Sábado)
Passagem de avião Florianópolis-Goiânia (ida e volta)
R$ 1514,00
Duas horas de internet Wi-Fi Vex
R$ 15,00
Perder o vôo de conexão por estar escutando Jack Johnson e lendo
”Por que homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”.
Não tem preço!
Alguém achou que algo assim pudesse não acontecer com o Christoffer? Primeira vez viajando de avião, porém com uma experiência de três pousos e três decolagens, é claro que já me achei com know-how suficiente para embarcar no último minuto. Infelizmente meu ego foi abalado ao chegar 9 minutos antes da saída e ser informado que o último ônibuzinho tinha acabado de sair…
Obviamente que na versão oficial omiti as informações que entregavam minha auto-confiança excessiva e inventei uma história extraordinária para não pagar multas e taxas de reembarque. Dei sorte que no meu cartão de embarque estava escrito portão 5 e o avião foi realocado para o portão 1B. Detalhe: Eu estava no 7.
Nesta brincadeira perdi 2 horas e 40 minutos, além de qualquer chance de ir no aniversário da minha mãe em Joinville.
Agora estou aqui blogando com a conexão de internet mais cara que jamais na vida pagarei novamente, enquanto aguardo – com atenção – a chamada do meu vôo, ao som de Time Of Your Life – Green Day.