Arquivos de etiquetas: propaganda

Música, Imagem e Conceito

4 mai cocacola

Usar a música em momentos indescritíveis sempre esteve presente nas artes desde o teatro até os filmes mais bem produzidos de Hollywood, sendo assim, na propaganda não poderia ser diferente. Passar uma mensagem através da música, levar o expectador a imaginar uma cena ou um sentimento é um dos principais requisitos de uma boa mensagem de 30 segundos.

A Coca-cola em suas peças institucionais explora isso como nenhuma outra empresa, porém, diferente de outras brands, ela cria músicas e melodias de acordo com a sensação que ela deseja passar e treina o expectador a receber e lembrar dessa sensação cada vez que a ouve.

Para esta estratégia ela usa comerciais mais longos (60 à 90 segundos), rodando massivamente durante uma ou duas semanas, incluindo letra e imagens detalhadas. Depois disso lança uma versão reduzida geralmente sem a letra da música, somente com parte da melodia, convertendo, no momento exato, a música em uma sensação.

Na peça “Mãe você é essa coca-cola toda”, a empresa utilizou poucas imagens e ao fundo a melodia da amplamente divulgada “Já chegou o natal” passando a idéia de harmonia e fraternidade natalina no meio do ano.

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Mídias alternativas e comunicação dirigida (Case HSBC)

12 abr MINOLTA DIGITAL CAMERA

Muito além de passar uma simples mensagem, uma peça publicitária tem objetivo de chamar a atenção do receptor, de maneira que o mesmo lembre-se e, se possível, comente o conteúdo, cumprindo o objetivo de propagar.

As mídias tradicionais clássicas, como a imprensa, a TV e o rádio, desempenham o papel de transmitir uma mensagem massificante e repetitiva, para um público que não se surpreende com pouca coisa e já está acostumado a filtrar o que vai receber, conforme explica Joe Cappo no livro “O Futuro da Propaganda”:

Quarenta anos atrás, a televisão era um meio de comunicação novo. Nós assistíamos ao que passasse nela com um elevado sentido de concentração porque ela era tão nova. [...] Aquele mesmo nível de concetração se aplicava aos comerciais. Mas isso não durou muito tempo. Assim que os espectadores percebiam que já tinham visto aquele mesmo comercial uma dezena ou uma centena de vezes, eles iam ao banheiro ou ao refrigerador. (CAPPO, 2003, p. 80)

Além da mídia impressa, rádio e TV, também fazem parte das grandes mídias o outdoor e o cinema, a utilização de qualquer outro veículo de informação recebe o título de “mídia alternativa”.

A mídia alternativa reúne todas as mensagens veiculadas em meios não-convencionais. A sua principal característica é aproveitar “oportunidades” para veiculação de mensagens publicitárias em locais que não foram criados para esse fim, como mobiliário urbano, sinalização urbana, meios de transporte etc. (SANTOS, 2005, p. 158)

Recorrer a mídias alternativas é uma estratégia interessante para o anunciante atingir seu consumidor em lugares que ele não espera, chamando a atenção necessária para o seu produto muitas vezes sem ser invasivo ou repetitivo.

No marketing alternativo, quando maior a proximidade com o dia-a-dia do consumidor melhores são os resultados. A fidelização através de mala-direta e brindes personalizados estão entre as suas maiores aplicações, mas o limite está na imaginação do anunciante, podendo surpreender o consumidor desde cancelas de estacionamentos de supermercados até o papel higiênico utilizado nos seus banheiros, ou ainda estar presente na casa do consumidor através de propaganda na embalagem de produtos parceiros ou de um jogo patrocinado (advergame).

Os diferentes tipos de mídia alternativa trazem a proposta de direcionar a mensagem para um público específico, e chamar a sua atenção com uma técnica não-usual e muitas vezes inusitada, tornando o conteúdo da mensagem mais simpático e muito mais difícil de ignorar do que virar a página ou trocar de canal.

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Matrix: A realidade é uma mentira

12 abr

A realidade é um paradigma, é o padrão que todos acreditam e seguem por ser confortável, mas o filme Matrix vem com a proposta de que a realidade é uma mentira, um ciclo repetitivo criado e recriado por máquinas que usam o homem (seu criador) como meras baterias enquanto brincam de jogo da vida.

O filme entra fundo na mente do espectador, provocando seus sentidos e dizendo que este não sabe nem o gosto de um pedaço de carne, e que sua ignorância é uma benção. Porque seguir a mentira da realidade é ignorar o mundo como ele é, e escolher entre uma pílula azul ou vermelha é fazer a escolha de ver ou não o mundo de verdade, longe da sua zona de conforto, um mundo que tem problemas que estão além do seu alcance ao mesmo tempo que todo seu esforço o ajuda a não desandar.

Reconhecer que nada sabe sobre o que está acontecendo a sua volta é a primeira atitude para quebrar o paradigma da realidade e saber que a realidade/verdade como é vista pela sociedade padrão é uma mentira contada (e aceita) para fazer a própria sociedade se sentir bem. Mas diferente de Matrix, para o mundo atual, não existe reload, mas sempre há espaço para revolutions, ou melhor, evolutions.

A vida é chata, reinventar um mundo distorcendo a realidade é uma maneira de torná-la menos maçante. No filme, imitar a realidade é o meio encontrado para manter o espectador se sentindo em casa enquanto começa a mostra-la de uma visão totalmente diferente.

Na comunicação você precisa manter o receptor confortável, imitando, melhorando e reinventando o mundo em que ele vive para que a mensagem seja bem aceita e compreendida. A mímesis é a mensagem codificada confortavelmente oferecida ao receptor.

Um misto das respostas à perguntas sobre o poder da mímesis na comunicação e analogias no filme Matrix.

Filosofia, Publicidade e Propaganda, PUC-GO, 2º período

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