Nerd só se ferra..

Setembro 28, 2008 (Domingo)

Antes de sair de Goiânia flertei rapidamente com uma gata muito linda [e um par de cochas muito interessantes], mas entre a conversa com o Daniel e os goles de café acabei perdendo-a de vista.

Ao chegar em Guarulhos parei em uma livraria para ver uns livros, de cabeça baixa enquanto lia a contra-capa de um deles percebi que alguém parou ao lado, subi levemente os olhos e lá estava a mesma moça do aeroporto anterior.

Como um bom representante do sexo masculino fiz o “check-in” imediato, começando dos pés até a cabeça, ao chegar ao rosto reparei que ela estava com um livro na mão mas não estava mechendo os olhos e dei um sorriso porque sabia que ela estava olhando para mim, no mesmo instante ela disse “Esse livro é muito bom”, pelo pedaço que li sabia que o livro era uma porcaria e ela estava só puxando assunto então perguntei se ela já tinha lido, quando ela ia responder a amiga dela chegou do lado a puxando para os acentos.

Agora a questão é: “Procurar wi-fi livre ou ir atrás e tentar se desvencilhar da amiga?”, como um bom representante da classe nerd, fui procurar uma rede wireless para dar uma navegada, entrar no msn e consultar o e-mail.

Um dia depois me pergunto se valeu a pena e a resposta obviamente é um sonoro “NÃO”, por dois motivos simples: 1º Não havia wi-fi livre, só pago e 2º Ela estava no portão 5 e eu fui procurar o sinal no 7.

Próxima parada: Florianópolis

Setembro 27, 2008 (Sábado)

      Passagem de avião Florianópolis-Goiânia (ida e volta) 
                  R$ 1514,00
      Duas horas de internet Wi-Fi Vex 
                  R$ 15,00
      Perder o vôo de conexão por estar escutando Jack Johnson e lendo 
      ”Por que homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”. 
            Não tem preço!

Alguém achou que algo assim pudesse não acontecer com o Christoffer? Primeira vez viajando de avião, porém com uma experiência de três pousos e três decolagens, é claro que já me achei com know-how suficiente para embarcar no último minuto. Infelizmente meu ego foi abalado ao chegar 9 minutos antes da saída e ser informado que o último ônibuzinho tinha acabado de sair…

Obviamente que na versão oficial omiti as informações que entregavam minha auto-confiança excessiva e inventei uma história extraordinária para não pagar multas e taxas de reembarque. Dei sorte que no meu cartão de embarque estava escrito portão 5 e o avião foi realocado para o portão 1B. Detalhe: Eu estava no 7.

Nesta brincadeira perdi 2 horas e 40 minutos, além de qualquer chance de ir no aniversário da minha mãe em Joinville.

Agora estou aqui blogando com a conexão de internet mais cara que jamais na vida pagarei novamente, enquanto aguardo – com atenção – a chamada do meu vôo, ao som de Time Of Your Life – Green Day.