Era uma vez um projeto…

9 dez

“Com todo respeito, eu sou a chefe da TI e tenho uma boa autoridade nisso. Se você pesquisar “google” no Google, você pode destruir a internet.” [link]

Retirei esta frase do sitcom inglês “The IT Crowd”, o seriado conta a história de uma equipe de TI que é gerenciada por uma pessoa sem capacitação alguma na área, porém com o tempo se adaptam a ela formando uma bela equipe. Uma história feliz que na vida real nem sempre se repete com os gerentes de projeto…

Para que serve um gerente de projetos?

Tanto no desenvolvimento de software quanto em qualquer outra área que se utilize de um gerente de projetos, sua função base é o de minimizar os riscos e falhas. Para garantir esta tarefa o gerente tem que estar atento a três variáveis: tempo, custo e escopo — também conhecido como o triângulo “bom :  rápido : barato”.

Em miúdos, as tarefas do gerente no ciclo normal de um projeto é conseguir recursos > planejar a execução > monitorar a execução > encerrar o projeto. Claro que nesse percurso ele pode encontrar várias outras tarefas interessantes, como por exemplo motivar a equipe, pois além de controlar prazos, um gerente de projeto gerencia pessoas.

Um bom gerente de projetos sabe que seu papel é dentro da equipeQuando ele se dá conta disso, percebe que só conseguirá seu objetivo se apoiar a equipe a cumprir suas metas. Infelizmente como o cargo é ainda muito abstrato, têm se visto no mercado cada vez mais pessoas despreparadas que se auto-intitulam “Gerente de Projetos”.

Não é difícil identificar esse tipo dentro da empresa, basta procurar pela pessoa atrás de um computador na mesa ou sala mais distante da equipe (as vezes nem fisicamente). Também pode-se identificar em uma conversa frente-a-frente ou no diálogo com o time, onde figuram o abuso de jargões que nada dizem e frases como “Vamos dar um gás!”, “Fica pronto hoje?” e “Está faltando pró-atividade em vocês!”.

A falta de experiência e, muitas vezes, a prepotência que o cargo oferece, faz com que o gerente desse tipo contamine a equipe, sugando sua auto-estima e afetando negativamente sua moral. Normalmente o tipo é motivo de piada para o time e, para descontar sua frustração, se utiliza da manipulação gerencial e ameaças (como um bom capataz).

Existem bons gerentes de projetos, estes muitas vezes graduados na área e com sólidos conhecimentos no tipo de projeto que trabalha. Este tipo de gerente consegue o respeito do time, tendo uma equipe produtiva e cumprindo seu objetivo principal: minimizar riscos e fracassos.

Para que serve O SEU gerente de projetos?

Sei que não tenho um grande público, mas fica aí a pergunta para quem quiser compartilhar um pouco de suas mágoas sua experiência com gerentes de projetos.

Abaixo algumas figurinhas que recebi pela primeira vez da minha ex-GP, Déia “Chefa” Zoboli, que sabia como se integrar a equipe e com certeza está muito além do perfil citado acima.


Mais figuras no site do Project Cartoon: http://www.projectcartoon.com/

4 Respostas to “Era uma vez um projeto…”

  1. Leandro dezembro 10, 2008 (quarta-feira) às 8:41 #

    Rssssssssss….
    Infelizmente eh mto comum o perfil que o CK descreveu acima e mto na empresa que eu trabalho…rssssssss eh uma pena mesmo, pois a função do Gerente de Projeto é muito ativa mesmo. E se ele for um ativo ruim, ele afunda o projeto! O texto está mto bem escrito, não tem mto o que falar… é isso ai mesmo!

    “…e matar a galinha, resolve o problema dos ovos”
    rssss

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  2. Déia dezembro 10, 2008 (quarta-feira) às 10:15 #

    E ai Xiristofer, Cristofer, Crhistoffer, Christoffer…

    Muito bom o tema do seu post, é um tema que vem sendo muito abordado e que tem muito ainda a evoluir.
    Vou contribuir com alguns comentários. Vejo que para ser um bom GP deve ser ter acima de tudo competências gerencias (finanças, custos, negociação, relacionamento e pessoas). Ainda existe uma visão deturpada de que um bom GP tem que ser um bom técnico, este é um grande erro, pois se perde um bom técnico e se desenvolve um péssimo GP. A grande sacada está na comunicação entre a equipe e na confiança mutua, não é necessário saber como fazer, mas sim ter uma equipe competente que sabia escopar e que comunique qualquer divergência, que seja comprometida e que confie em cada um dos membros. Um projeto nada mais é que um trabalho em equipe em que todos devem decidir e visualizar tudo.

    É isso, espero ter contribuído com algumas reflexões e agradeço a citação no post. Estas figurinhas tem muito a ver com problemas de comunicação.

    Abraços!

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  3. Iris | IFDBlog dezembro 10, 2008 (quarta-feira) às 13:22 #

    Parei no seu blog atraves do trackbak do IFDBlog q esta no seu texto e logico nao pude deixar de lê-lo entao MEUS PARABENS! adorei o texto, as ilustrações então dizem TUDO – rs!!!

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  4. Graci dezembro 10, 2008 (quarta-feira) às 15:32 #

    Oi Xiristoffer!!

    Como sempre, teu texto está bem escrito e claro.
    Quanto ao tema, realmente tudo o que a Déia mencionou acima, é de extrema relevância, pois muitas vezes problemas simples se transformam em verdadeiros “pepinos” por uma falha de comunicação, gerando stress para a equipe envolvida, falhas na execução do projeto, clientes insatisfeitos e empresas mal vistas. Com certeza gerenciar projetos vai além de um conhecimento técnico abrangente ou uma pessoa que “cativa” seus clientes.

    Muito bem abordado Kraaaaaaaaaaussss!!! :p

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