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Dell tem melhor garantia e suporte técnico, exceto no Brasil

11 abr

Fazer tecnologia já deixou de ser prioridade da Dell há muito tempo, sendo substituído por um modelo de relação com o cliente focado nas suas necessidades e na garantia de um suporte rápido e eficiente, alavancando o faturamento da empresa através dos serviços e valorização da marca. Só esqueceram de comunicar isso para Dell Brasil.

Um amigo me contou que recentemente esperou mais de um mês por notebook que comprou através do site da Dell, estranhei o comentário e argumentei dizendo que eu havia comprado várias vezes pelo site e sempre foi entregue em até 10 dias. Defendi a empresa pois estava realmente satisfeito com o serviço, mas não mudei a opinião dele e ele continua alertando a todos que aguarde sentado pelos pedidos da Dell. Quando contei a ele o meu problema, ele riu e me repetiu toda história que tinha acontecido com ele.

Problema

Comprei um Vostro 5740 em dezembro de 2013. Em março a bateria que antes durava cerca de 8 horas simplesmente parou de guardar a carga e meu ultrabook super fino, super leve, super rápido e com grande autonomia de bateria se tornou um mero desktop pendurado até hoje por um fio.

Ação

Sabendo que o produto tinha suporte em domicílio no dia seguinte nem me preocupei, entrei no chat da Dell, um técnico fez uma análise remota durante uma hora e agendou a substituição da placa mãe, bateria e carregador para – wait for it – três dias úteis. Obviamente reclamei pois no site dizia “próximo dia útil” e ele argumentou dizendo que não, o suporte do meu produto era de 3 dias úteis. Antes que digam que estou reclamando de barriga cheia, observemos o parágrafo anterior onde diz “pendurado até hoje por um fio”, exatamente os três dias úteis não chegaram até hoje (11 de abril).

Serviço técnico no local no próximo dia útil para ultrabook Dell Vostro 5740

Até hoje o site ainda apresenta informação enganosa sobre a garantia desse produto, ferindo o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor e por não fornecer informações claras, precisas e ostensivas quanto a garantia do produto fere também o artigo 31 do CDC, o que prevê detenção de três a um ano e multa.

Solução

Não, estou aguardando a solução por mais de 30 dias, mas continuando a história a Dell me ligou no terceiro dia útil informando que as peças entraram em processo de importação e que a previsão para substituição era até 31 de março. Como não recebi qualquer atualização do caso, entrei em contato no dia 2 de abril e disseram que o novo prazo é até 23 de abril.

Após reclamar e espernear, falei sobre os três dias úteis e o atendente ignorou meu problema dizendo que “mas eu tempo, como descrito pelo contrato de garantia, pode variar de acordo com aregião e a disponibilidade das peças” [sic!]. Contrato? Aí está a pegadinha da Dell.

Garantia da garantia:  Ao comprar um produto Dell, em momento algum você é apresentado a qualquer contrato ou termo de garantia e por isso, assim como qualquer produto comprado, você deve receber esse termo junto com o produto e ele respeitar o que foi anunciado. No caso do meu produto, a informação sobre garantia é o texto comercial ilustrado na imagem acima que ao fim da linha possui um pequenino número 5 (cinco), que quando clicado carrega os “Detalhes importantes” que diz “A disponibilidade varia” e “Outras condições se aplicam”, estas outras condições estão no termos da assistência técnica no local que preveem que “A visita do técnico poderá ocorrer a partir do próximo dia útil, dependendo da região geográfica do Usuário Final e da disponibilidade imediata das peças para o reparo.”. Em resumo, na prática o “Suporte de nível mundial” da Dell brasileira, quando se trata de suporte no dia seguinte é uma farsa e não tem prazo limite para acontecer. Uma evidência de que esse termo foi feito de maneira mal intencionada e com intuito único de “garantir a garantia”, é que logo abaixo no parágrafo seguinte dos termos a assistência técnica por envio via correios garante que “O Usuário Final receberá o equipamento consertado na sua residência em até 15 (quinze) a 20 (vinte) dias úteis, contados a partir da data de entrega nos Correios.”.

Reação

Como não sou obrigado a aguentar quieto enquanto a empresa me trata como otário, parti para o padrão Brastemp de reação e publiquei uma reclamação no Reclame Aqui no dia 31 de março e no dia 2 de abril relatei o problema no Facebook da Dell.

Reclamação sobre serviço de suporte da Dell Brasil

Concluindo, a Dell Brasil monta esta e outras máquinas no país para se beneficiar de incentivos fiscais e fugir de encargos de importação, assim importando “kits de peças” exatos para montagem das máquinas. Nada diferente de outras montadoras nacionais. O problema está nas falhas dessa cadeia de suprimentos que consegue importar um computador inteiro mas peca na previsão de peças avulsas, ou não dá prioridade suficiente para os clientes já existentes focando os esforços somente nas novas vendas.

PS: O artigo 32 do Código de Defesa do Consumidor prevê que o fabricante deve assegurar a oferta de componentes e peças para reposição enquanto não cessar a fabricação do produto.

Cryptomoney e uma pitada de escambo virtual

16 abr

Se tenho uma vaca leiteira e você galinhas botadeiras, talvez seja interessante trocarmos um litro de leite por meia dúzia de ovos, ao menos que você ache que seus seis ovos valem mais do que meu litro de leite, então negociaremos até que nossas percepções de valor sejam compatíveis. Isso é escambo, permuta ou transação de troca. Basicamente é você trocar algo seu que tem valor para alguém, por algo desse alguém que você julga valoroso.

Num contexto histórico, com o passar dos anos os motivos de escambo foram tangibilizados em um objeto genérico comum bem conhecido hoje em dia, o Dinheiro. Com o dinheiro você leva a ideia de valor e não mais seus ovos para trocar por leite, afinal, você precisa de farinha e o dono da farinha precisa de carne, e o dono da carne pode precisar de leite ou açúcar… Bem, essa negociação é bem comum para todos, mas vamos ao que interessa: Qual o valor real do dinheiro?

Sabemos que todo documento possui um lastro econômico, seja seu saldo bancário ou sua reputação, assim como o nosso dinheiro, que possui seu lastro na reputação e dívida do grande e onipotente Estado. Levando isso em consideração, sabemos que por trás de cada nota emitida teremos vacas leiteiras, galinhas botadeiras ou alguém poderosamente alavancado dizendo que irá pagar. Esse é o valor atual do dinheiro, mas e se cada um pudesse produzir dinheiro com base em sua própria reputação?

Suponhamos que você possua uma galinha dos ovos de ouro, sabemos que ouro é um objeto genérico de valor comum cobiçado por todos, portanto podemos troca-lo por qualquer tipo de produto, serviço ou prazer. É isso que acontece com “dinheiros virtuais” como WoW, SecondLife ou Bitcoin.

Há anos o World Of Warcraft se tornou uma fonte de renda para pessoas que descobriram o pulo do gato: Vender o que se ganha com seu tempo de jogo. Foi dessa maneira que surgiram empresas especializadas e até presídios privados explorando a população carcerária à jogar para conseguir mais itens que, posteriormente, seriam comercializado em troca de “dinheiro de verdade”. O SecondLife também teve seu momento criativo, com jogadores gastanto seu tempo para criar itens que depois de duplicados eram largamente comercializados. Mas, basicamente, tanto WoW quanto SecondLife convergem por trocar seu tempo por dinheiro.

Falando de Bitcoin, e entrando nesse assunto sem abordar a “segurança do tesouro”, a tecnologia envolvida (genial), botnets/scams e nem comparar com esquemas Ponzi, o Bitcoin lhe incentiva a produzir seu dinheiro utilizando o processamento do seu computador, se benificiando do acesso à internet e a energia gasta por ele neste processo. O conceito é perfeito, “uma máquina fazendo dinheiro para você”! Um dinheiro que pode ser trocado por prazer, serviços e… ops… produtos?

Quando se fala de Bitcoin temos um escambo virtual. Pessoas trocam esta moeda por serviços/produtos tratando-os como favores e cobrando o que julgam valoroso, consequentemente isso dita a flutuação da moeda baseada no interesse do grupo. Quando se trata de trocar por um produto físico esta troca passa a ser um investimento de risco, ou seja, o risco dessa “bolsa de interesses” manter ou não seu valor, não muito diferente da nossa Bolsa de Valores, exceto pelo fato que existem empresas como lastro financeiro.

Pensando dessa forma, o Bitcoin precisa de um estabilizante no mercado, um produto virtual ou físico que tangibilize a troca e o torne financeiramente atraente, ou, em uma realidade à la Facebook, uma supervalorização baseada em pessoas, objetivo real dessa moeda. A questão é que o mercado se interessa em alimentar bolhas como Facebook com dinheiro real, o mesmo não se aplica quando alguém quer transformar seu dinheiro real em dinheiro de verdade sem lhe dar algo em troca.

Na história das transações através do escambo, o dinheiro teve um precursor importante: O Sal; Um mineral difícil de ser obtido e fácil de ser transportado. Bitcoin pode ser o sal da nova era, mas na era atual compramos pacotes de 1kg por menos de R$ 1,50. Para criar um forte lastro inicial seria necessário um grande investidor, este investimento seria como o que a Microsoft fez no Facebook, um grande presente de grego para controlar o mercado.

Google, The Garbage Collector

4 nov

Há um mês iniciei uma “operação limpeza” para eliminar meus resultados do Google. O objetivo era verificar quanto tempo levaria para o indexador trazer resultados mais frescos e “me esquecer”. Minha primeira ação foi examinar todos os resultados que o buscador trazia para meu nome (com aspas). Percebi que a maioria se referia a serviços web que utilizo, assinaturas em sites de clientes e fóruns e notícias que comentei.

A limpeza começou por ofuscar os resultados, para isso troquei os nomes usados em redes sociais como Facebook, Twitter, LinkedIn e Google Plus. Como o pessoal do Google Plus gosta de fazer uma novelinha para trocar o nome (veja na imagem abaixo), excluí o perfil sem remorso algum. Para o caso das notícias e fóruns, mandei e-mails pedindo a alteração do conteúdo e, por fim, alterei lugares onde meu nome estava escrito em páginas que eu tinha acesso, sobrando apenas este blog, que usando as configurações do próprio WordPress escolhi que meu site deixasse de ser visível para buscadores.

Alguém pode explicar para o pessoal de Mountain View que, no mundo real, as pessoas raramente são perseguidas por publicadores megalomaníacos com o objetivo único de explicitar e manter histórico de tudo o que elas fazem nas ruas?

Minha teoria era que em duas semanas os resultados começassem a sumir, fiquei surpreso ao ver que 3 dias depois eles já diminuiram de 1370 para 1350, e mais surpreso ainda quando percebi que, em momentos de crise, nosso Garbage Collector entra em desespero e começa a apelar.

O primeiro fator estranho é que o resultado contendo meu perfil do Google Plus não desapareceu, mesmo tendo sido o primeiro registro a ser excluído e ser algo dentro do seu próprio domínio. Até aí tudo bem, eles só estão protegendo seu produto, mas tudo muda quando no primeiro resultado você lê a frase: Uma descrição para este resultado não está disponível devido ao arquivo robots.txt do site. Saiba mais. Isso mesmo, Google só respeita seu robots.txt quando é conveniente para ele.

Google desrespeitando regras de robots.txt

Robots.txt é um protocolo criado em 1994 que visa proteger o conteúdo de páginas na internet. Segundo o Google, ele respeita as regras do protocolo e na teoria não exibe resultados onde o Robots.txt está limitando seus robôs de vasculharem o site.

Outro fator extremamente estranho foi que depois das páginas internas do blog sumirem o número de resultados mais que dobrou, indo de 1350 em 7 de outubro para 3390 em 25 de outubro (screenshot acima). Acontece que, ao não ter conteúdo interessante suficiente para manter seus números altos, o buscador preferiu abriu seu leque para serviços secundários como Twitter, que seria colapsado em uma busca comum.

Hoje, exatamente um mês após o início da limpeza, tenho 2940 resultados e tive mais uma surpresa: Google Garbage Collector restaurou links inimagináveis como meu Badoo, excluído há mais de um ano, meu flavors.me que parecia nunca ter sido indexado, um perfil do Sonico que nem lembrava da existência e dezenas de sub-serviços sem relevância alguma.

Resumindo: Imagine o Google como um paparazzi atrás de você 24 horas por dia, batendo fotos da fachada da sua casa (Facebook), gravando o que você diz entre uma roda de conhecidos (Twitter) e stalkeando sua vida profissional (LinkedIn), mas quando você diz para ele que já chega, que você não está mais afim de ser perseguido, ele começa a revirar seu lixo para re-publicar coisas como sua ida à padaria ou a tropeçada que você deu na calçada quando um dálmata listrado cruzou seu caminho aos 7 anos de idade.

Post-Scriptum

Apesar do perfil do Google Plus ainda não ter desaparecido dos resultados até hoje, as referências ao Facebook foram retiradas menos de 2 semanas depois de eu trocar meu nome na rede social. Já o LinkedIn foi alterado há alguns dias, enquanto isso Twitter esta lá e parece que não pretende se mover.

Fantástica história da falta de segurança no Facebook

25 out

Depois de uma famigerada matéria do Fantástico, rolaram comentários sobre a “falsa proteção do Facebook” e maneiras infalíveis de proteger sua conta solicitando aos seus amigos que alterem suas configurações de atualização. Em resumo: Bullshit!

Primeiramente, na minha opinião, quem acredita e perde tempo com folhetins dominicais televisivos tem mais é que se iludir e continuar repassando mentiras pela internet. Mas, por desencargo de consciência, devo informar que a alteração das configurações de atualização só altera a forma como o “Amigo” vê suas atualizações, e não o mundo público e depravado.

Um dos grandes problemas da internet hoje se chama Google (e seus correlatos), que incentivam pessoas a encher a internet de lixo, organiza esse entulho de forma extremamente duvidosa e oferece aos seus usuários um conteúdo reciclado baseado na experiência de seus amigos, vizinhos e semelhantes. Outro problema, é claro, é o próprio usuário da internet, que usa as redes sociais para escancarar sua vida aos sete ventos e espera que mesmo assim essas informações estejam seguras.

Mas voltando ao Facebook, as rotinas de segurança que teoricamente tornariam um perfil mais “seguro” se referem exclusivamente ao próprio perfil do usuário, sendo assim, nada que este usuário peça para seus amigos fazerem salvará sua identidade dos seres virtuais inescrupulosos que permeiam a internet em busca de informações fresquinhas sobre filmes assistidos, comentários da novela e o almoço do dia anterior.

O Facebook é uma ferramenta em evolução que traz cada vez mais opções que elevam a privacidade do usuário. A mensagem que rolou pela internet instruia as pessoas a ocultar “Comentários e opções Curtir” de forma inútil. Para fazer isso basta usar as ferramentas de privacidade do próprio serviço. Segue algumas sugestões explicadas em segunda pessoa, quer dizer, para você.

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Verdadeiro valor de lamber um selo

30 abr

Em 1971, Ray Tomlinson desenvolveu o primeiro código capaz de enviar um e-mail entre dois computadores, daí pra frente foi só questão de tempo para as cartas se tornarem coisa do passado e os mensageiros dentro de empresas ficarem desempregados.

A revolução da mensagem estreitou laços, tornou mais rápida a comunicação, mais produtivo seu dia de trabalho, acrescentou mais interrupções a ele, lhe deixou mais cansado e mais irritado e, consequentemente, menos produtivo. Isso mesmo, como toda boa invenção, o mal uso dela, faz com que se torne uma nova arma. Se você tem uma empresa, esta arma pode ser uma bomba que se torna mais potente a cada novo funcionário e, com o crescimento, pode implodir toda uma vida de trabalho.

Quando se coloca “e-mail” e “produtividade” na mesma frase, logo se pensa em spam e alertas de novas mensagens, mas isso se refere somente a um lado da moeda, o recebimento, esse lado é fácil de resolver, basta investir em um bom sistema anti-spam, não colocar seu e-mail em qualquer buraco e mudar a configuração do seu programa de e-mails, mas como você resolve o outro lado da moeda? Quem configura o “enviador”?

Pensar antes de responder, escrever com cuidado, utilizar linguagem formal, reler o que escreve e, finalmente, escolher corretamente os destinatários, são abordagens comuns em palestras sobre o uso consciente da ferramenta e que começam a ser inseridas nas políticas de uso de e-mails das empresas.

Infelizmente não existe uma maneira de inserir na cabeça do seu amigo, colega de trabalho ou cliente que suas ações podem estar sendo prejudiciais, mas, cada vez mais administradores vem usando a criatividade para superar estas barreiras em suas empresas, criando “dias livres de e-mails”, onde é proibido enviar e-mails internos, impondo limites de respostas e de destinatários, ou até reincorporando a ideia do mensageiro.

Como seria se as mensagens internas da sua empresa tivessem que ser escritas à mão pelo remetente, uma cópia manual para cada destinatário e entregues pelo mesmo na mesa de cada um? Será o remetente escreveria tanto? Será que não pensaria antes de escrever? Qual seria o número de destinatários para uma mesma mensagem? Haveriam tantas respostas?

Dentro de uma empresa, é válida toda tentativa de ensinar seus colaboradores o valor de se lamber selos e certamente trará como benefício um local de trabalho mais agradável e produtivo. Faça um teste: escolha uma terça-feira qualquer pela manhã e informe a sua equipe que neste dia todos novos e-mails internos e respostas de anteriores deverão ser escritos a caneta e entregues pessoalmente. Mas aconselho que faça isso verbalmente, ou vai preferir escrever à mão um bilhetinho para cada destinatário?

PS: Responder também é enviar.

A caixa de entrada gera expectativa e muitas vezes frustrações, uma resposta com um simples “ok”, pode ser interpretado de diversas maneiras por quem recebe e o fato de “não responder”, pode ser entendido até como um ato de rejeição. Utilizar respostas automáticas ou linguagem formal, no início, pode até causar desconforto por parte do receptor, mas é uma excelente forma de reduzir mal-entendidos.

Um ótimo hiybbprqag day pra você

2 fev

A muitos anos atrás, antes do Google nos libertar, o mercado de  buscas na internet era dominado pelos buscadores de diretórios e metas, que possuiam um enorme banco de dados com websites indicados pelos próprios usuários e, até então, supriam as necessidades dos usuários de internet.

Com o passar do tempo, e o número de sites na internet crescendo exponencialmente, esta realidade foi alterada pelos famintos robozinhos do Google, que entram em um site e começam a vasculhar links para descobrir todos os dias milhões de novas páginas. Mas, desde o início e até hoje, um dos pratos favoritos destes robozinhos é o “buscador secundário”, que naquela época era representado principalmente pelo Yahoo! no mundo, e o Cadê? no Brasil.

Resumindo: Buscador buscando em buscadores por buscas mais buscáveis. Não deu pra enrolar a língua né? Poisé, mas quem se enrolou ontem foi um engenheiro da Google quando afirmou que “resultados de busca do Bing são uma imitação barata”. Segundo uma experiência realizada pela equipe do buscador, a concorrente estaria usando o Bing Toolbar e o Microsoft Internet Explorer 8 para copiar os resultados de buscas do Google.

Para comprovar a suposta “fraude”, a gigante das buscas criou cerca de 100 palavras inexistentes (como  “hiybbprqag”, essa sim enrola a língua!) e vinculou a sites que não tinham qualquer relação com estas palavras, depois disso, juntou uma equipe de 20 engenheiros em computadores com Windows recém instalado e Internet Explorer 8 com Bing Toolbar, todos com as opções de “sugestão de sites” e “colaboração para melhoria de serviços” ativados, e solicitou que estes engenheiros digitassem as palavras. Como que por mágica, cerca de duas semanas depois os resultados começaram a aparecer no Bing.

Tudo isso é muito lindo e conspirador, mas o que a Microsoft está fazendo é o mesmo que o Google fez desde o início, principalmente com o Yahoo!, buscando em concorrentes para ter melhores resultados. A diferença é que eles estão fazendo isso com o auxílio e autorização dos próprios clientes.

Como acontece

Se você optou por compartilhar informações anônimas para auxiliar na melhoria dos serviços Microsoft, ao fazer uma busca no Google, Yahoo!, Ask, Altavista ou outro buscador, a palavra que você utilizou são enviadas para Microsoft e esta envia para o Bing (muito inteligente, diga-se de passagem), uma vez que o mesmo não tem resultados para sua palavra, ele vai procurar nos concorrentes e, uma vez encontrada, sua palavra é vinculada ao site que está sendo listado no concorrente (muito perigoso, diga-se de passagem).

Em outras palavras, é como se você fosse dono do Walmart e o caixa do Carrefour te passasse todos os dias uma lista com os produtos que eles tem e você não tem. Concorrência desleal, mas a Google também não é puritana.

 

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