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Verdadeiro valor de lamber um selo

30 abr

Em 1971, Ray Tomlinson desenvolveu o primeiro código capaz de enviar um e-mail entre dois computadores, daí pra frente foi só questão de tempo para as cartas se tornarem coisa do passado e os mensageiros dentro de empresas ficarem desempregados.

A revolução da mensagem estreitou laços, tornou mais rápida a comunicação, mais produtivo seu dia de trabalho, acrescentou mais interrupções a ele, lhe deixou mais cansado e mais irritado e, consequentemente, menos produtivo. Isso mesmo, como toda boa invenção, o mal uso dela, faz com que se torne uma nova arma. Se você tem uma empresa, esta arma pode ser uma bomba que se torna mais potente a cada novo funcionário e, com o crescimento, pode implodir toda uma vida de trabalho.

Quando se coloca “e-mail” e “produtividade” na mesma frase, logo se pensa em spam e alertas de novas mensagens, mas isso se refere somente a um lado da moeda, o recebimento, esse lado é fácil de resolver, basta investir em um bom sistema anti-spam, não colocar seu e-mail em qualquer buraco e mudar a configuração do seu programa de e-mails, mas como você resolve o outro lado da moeda? Quem configura o “enviador”?

Pensar antes de responder, escrever com cuidado, utilizar linguagem formal, reler o que escreve e, finalmente, escolher corretamente os destinatários, são abordagens comuns em palestras sobre o uso consciente da ferramenta e que começam a ser inseridas nas políticas de uso de e-mails das empresas.

Infelizmente não existe uma maneira de inserir na cabeça do seu amigo, colega de trabalho ou cliente que suas ações podem estar sendo prejudiciais, mas, cada vez mais administradores vem usando a criatividade para superar estas barreiras em suas empresas, criando “dias livres de e-mails”, onde é proibido enviar e-mails internos, impondo limites de respostas e de destinatários, ou até reincorporando a ideia do mensageiro.

Como seria se as mensagens internas da sua empresa tivessem que ser escritas à mão pelo remetente, uma cópia manual para cada destinatário e entregues pelo mesmo na mesa de cada um? Será o remetente escreveria tanto? Será que não pensaria antes de escrever? Qual seria o número de destinatários para uma mesma mensagem? Haveriam tantas respostas?

Dentro de uma empresa, é válida toda tentativa de ensinar seus colaboradores o valor de se lamber selos e certamente trará como benefício um local de trabalho mais agradável e produtivo. Faça um teste: escolha uma terça-feira qualquer pela manhã e informe a sua equipe que neste dia todos novos e-mails internos e respostas de anteriores deverão ser escritos a caneta e entregues pessoalmente. Mas aconselho que faça isso verbalmente, ou vai preferir escrever à mão um bilhetinho para cada destinatário?

PS: Responder também é enviar.

A caixa de entrada gera expectativa e muitas vezes frustrações, uma resposta com um simples “ok”, pode ser interpretado de diversas maneiras por quem recebe e o fato de “não responder”, pode ser entendido até como um ato de rejeição. Utilizar respostas automáticas ou linguagem formal, no início, pode até causar desconforto por parte do receptor, mas é uma excelente forma de reduzir mal-entendidos.

Espero que isso te infernize

29 nov

Que a verdade seja dita: Bem lá no fundo, sou antipático e antisocial. Faço um esforço enorme para aguentar tolices ditas a minha volta todos os dias mas, felizmente, sou convincente o bastante para que as pessoas gostem de mim e continuem me aguentando (ou o contrário).

Ultimamente meus dias vem se resumindo em acordar pela manhã, sorrir forçadamente para primeira pessoa que eu vejo, ir para o trabalho e desejar que o dia seja bom para todos no caminho, mesmo sabendo que essa ação não passa de um impulso sem qualquer tipo de felicitação ou desejo real.

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Microsoft dos anos 90

31 ago

Quando o assunto é “melhor empresa para se trabalhar” o nome da Google geralmente encabeça a lista. Horários flexíveis, alimentação gratuita variada, massagem para os funcionários, jogos durante o expediente e até aquela folguinha para dar um mergulho.

A mídia mostra a gigante das buscas como uma empresa liberal e inovadora na maneira como trata seus funcionários, fazendo com que profissionais da área alimentem o desejo de trabalhar na Google ou ainda, larguem qualquer outra empresa para isso. Alimentar a idéia e estar no topo de todas as listas faz parte dos objetivos da empresa, atraindo os melhores para seu grupo de trabalho.

O método de trabalho da Google não é exclusivo e nem mesmo inovador, a maioria das jovens empresas dotcom trazem consigo a idéia de deixar o profissional cada vez mais a vontade para desenvolver seu trabalho. Alías, entre as concorrentes da Google, temos a Microsoft que sempre levantou a bandeira de “faça como achar melhor, desde que cumpra suas metas”.

Antes mesmo da Google desabrochar, a Microsoft já era notícia aqui no Brasil e em todo mundo por sua maneira diferente de tratar seus empregados, mas com o aumento das responsabilidades e do quadro de funcionários a empresa teve que impor algumas restrições. Restrições que também estão sendo adotadas pela Google nos últimos anos, que hoje controla até o que seus funcionários comem, agora fica a dúvida: Será que com o tempo as empresas percebem que a produtividade não justifica/paga tais regalias?


Matéria sobre a Microsoft exibida pelo Fantástico nos anos 90.

 

Todos são substituíveis

26 nov

A alguns dias recebi por e-mail uma daquelas historinhas motivacionais que tentam mostrar o quanto “você é importante para nós”. O texto narrava uma reunião onde um CEO era subjugado por um de seus gestores enquanto afirmava que ninguém seria insubstituível. Bem, eu posso não acreditar que ninguém seja insubstituível, mas acredito que todos são substituíveis.

Acredito no timing do tempo e espaço. Isso quer dizer que se Beethoven tivesse morrido antes de compor sua última sinfonia, hoje poderíamos estar apreciando Bohemian Rhapsody com a mesma emoção que a 9ª sinfonia do surdinho. Talvez hoje, Beethoven, fosse considerado somente mais um compositor erudita da sua época, já que foi a sua última que o consagrou.

Então reafirmo que todos são substituíveis, porém se Beethoven tivesse sido demitido antes da sua maior obra, Freddie Mercury só viria a escrever sua música 150 anos depois e isso traria perdas para todos os colaboradores, fornecedores, parceiros e clientes da Vida Ltda.

Portanto, quando alguém afirma que “ninguém é insubistituível”, tem que mensurar quanto tempo e dinheiro está disposto a perder nessa substituição e se este tempo/dinheiro não seria melhor aplicado nos pontos fortes da equipe. Lembrando que o funcionário está para empresa assim como a empresa está para o funcionário, então a máxima “nada é insubistituível” também se aplica ao contexto.

Todos são substituíveis e tudo é substituível, sempre vai existir ou nascer algo/alguém tão bom quanto. O que deve-se estar ciente é por quanto tempo estaremos dispostos a ficar esperando ou procurando por isso.

Emfim, sua atenção é muito importante para nós, obrigado e volte sempre.

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