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Blog corporativo, não é pra qualquer um

26 fev

Se o comunismo reinasse no mundo e a publicidade ainda assim existisse, seu princípio básico seria: Se sabe que não vai dar certo, encontre algo que dê. Mas na nossa comunidade egoísta e capitalista a coisa funciona mais no “vamos faturar em cima do cliente até ele descobrir que isso não funciona e anunciar no programa do João Cleber”.

Muito além de palavras jogadas ao vento, um post em um blog é uma maneira de compartilhar formas de pensamentos, sejam eles utilidades ou futilidades, a mensagem vale a repercussão conteúdo. Ou seja, se ele será um fracasso ou um sucesso.

O blog corporativo é a maneira que a empresa compartilha sua forma de pensar, é nessa hora em que entra o departamento de marketing e uma boa agência de publicidade para responder: A empresa pensa em…?

Respondendo esta pergunta, profissionais altamente qualificados vestem sua capa de ghost-writer e transformam a idéia de blog em uma excelente ferramenta repetidora de press-releases e um belo catálogo de supermercado. Para tornar o blog mais atraente e interativo, definem um espaço especialmente reservado para a última campanha veiculada na TV e incluem link para o moderníssimo Twitter da @empresa, que consegue concentrar em 140 caracteres o título do último post  e um link reduzido para ele.

Se você é publicitário, leu a fórmula mágica do parágrafo acima e gostou da idéia, parabéns, seu cliente é o “qualquer um” do título deste texto e um blog corporativo, definitivamente não é bom para ele.

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Carnaval e o ócio criativo

24 fev

Antes de mais nada, quero deixar claro que não sou desses que conta os dias para o carnaval, se veste de mulher e vai entoando marchinhas até o amanhecer.  Ao contrário, faço mais o estilo que fica em casa, no sofá, assistindo a Mangueira [escola de samba] entrar [na Sapucaí].

Sei que pode parecer triste, mas pra mim o que sempre importou no carnaval foi o feriadão. Alias, sempre não, porque na minha pré-adolescência também era sinônimo de peitinhos na TV.

Balelas a parte, nesta segunda-feira de carnaval, eu trabalhei. Nesta terça-feira de carnaval, também irei trabalhar. Na quarta-feira de cinzas então, nem preciso dizer. Tenho que confessar que é broxante ver as ruas vazias, restaurantes fechados e todos elevadores no térreo. A cara de tédio e os resmungos constantes deixavam claro que o sentimento era compartilhado em todo o escritório.

Logo no início da manhã já dava para perceber o quão produtivo seria o dia, mas não tenho do que reclamar. Afinal, não gosto de carnaval e troquei meu feriado por um dia de folga na semana passada.

Apesar de amar o que faço, nessas horas gostaria de trabalhar no chão de fábrica. Não digo isso porque muitas empresas deram folga no carnaval só para diminuir os efeitos da crise, mas porque mesmo desmotivado eu conseguiria executar funções repetitivas.

Bem, talvez eu tenha mesmo que agradecer por estar trabalhando hoje. Mas ainda não entendo como empresas baseadas em conhecimento, conseguem achar que um dia como este pode ser mais lucrativo do que ter um funcionário feliz, descansado e satisfeito o ano inteiro.

PS: O próximo post como esse será no dia 26 de dezembro, comentando sobre o período “entre o Natal e o fim do mundo”.

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