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Fábrica Di Chocolate vs Showcolate, na justiça.

25 fev

Nos últimos tempos a justiça brasileira tem dado exemplo quando se trata de internet. Frequentemente empresas [leia-se Google] viram notícia por ter de indenizar pessoas por danos morais em casos envolvendo a rede [leia-se YouTube, Blogspot, Orkut, Twitter e WordPress].

Claro que nem todas as decisões do nosso poder judiciário são certeiras, algumas mancadas como o caso “Cicarelli x YouTube” ou ainda a derrubada do Twitter errado não nos deixam esquecer o quão inexplorado é este tema.

Bem, não abri este post para chover no molhado, na verdade o objetivo dele é contar a história que envolveu a Fábrica Di Chocolate, empresa em que trabalhei, e sua concorrente direta, a Showcolate.

No fim de 2007 encontramos alguns domínios com nomes que lembravam “fábrica di chocolate” registrados com o CNPJ da “Showcolate Com. Chocolates e Correlatos Ltda.”.

Após eu incentivar o jurídico da empresa a entrar com um pedido de congelamento dos domínios, o próprio Ivan Macena foi até a delegacia  munido das páginas que imprimi do site Registro.br e registrou um boletim de ocorrência.

Semana passada, em uma visita a Fábrica, descobri que o BO foi incluído em outro processo que estava em andamento e depois de algumas audiências, nas quais a outra parte não compareceu, todos os domínios foram congelados.

Na época da abertura do processo, escrevi um texto com o título “Reconhecimento da concorrência” no blog da fábrica, lá também há links para os domínios congelados.

Edit 1:  Alterado o link da derrubada do Twitter pois tinha o mesmo link do caso “Cicarelli x YouTube”. Valeu George!

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Ter um blog é fácil, difícil é manter

10 fev

Quem leu o primeiro post sabe que criei meu blog porque “um dia acordei com vontade de blogar”, naquele dia não sabia realmente se queria ter um blog até clicar no botão “Publicar”, desde então as pessoas me param na rua e perguntam “Christoffer, sobre o que é o seu blog?”, e um silêncio absoluto invade a minha mente me deixando sem respostas.

Meu blog é sobre qualquer coisa. Não preciso de um tema para ele, sei que a maioria dos visitantes cairão de para-quedas vindos de algum mecanismo de busca qualquer. Também sei que escrever estes dois parágrafos não irá justificar ter ficado quase dois meses sem postar nada, o que me remete ao título deste texto: Ter um blog é fácil, difícil é manter.

No final de 2007 criei um blog para Fábrica Di Chocolate, a idéia era um criar um meio de atrair visitantes através de assuntos aleatórios envolvendo o produto e a idéia de negócio. O objetivo era “ser informal” e por isso mantive notícias gerais, indo desde informativos sobre investimento até alfinetadas no concorrente principal. Depois da minha saída da empresa, o blog não teve muito movimento e frequentemente tento lembra-los que ele ainda existe.

Ter um blog é diferente de manter um blog, escolher assuntos fresquinhos e elaborar um textos pomposos pode levar horas. Este post por exemplo, já estou a quase uma hora nele e ainda está na metade.

Manter um blog pessoal pode ser uma tarefa mais simples, você pode falar sobre seu dia-a-dia e coisas que gosta de fazer. Manter um blog corporativo é algo mais complicado, você precisa realmente ter atualizações frequentes, pelo menos duas por semana. Manter um blog com assunto específico é mais doloroso, você precisa dar uma dose de feed constante aos usuários senão eles procuram outra fonte. Manter meu blog é uma experiência espiritual, só preciso escrever grandes textos de tempos-em-tempos e ficar me martirizando por não conseguir ser mais frequente.

A primeira vez que ouvi a palavra “weblog” saindo da boca de uma pessoa séria, foi quando minha professora de sociologia do terceiro ano fez em particular um comentário sobre “um novo tipo de mídia” que ela havia lido a respeito, provavelmente não levei nenhum pouco em consideração, afinal ela tinha quase 60 anos e para mim blogs eram só “diários virtuais”.

Hoje acho que deveria ter levado a senhora Monita Reimer-Ridgway mais a sério, mas não posso me culpar, eu era o único da escola inteira que dava algum crédito a ela. Apesar de um pouco excêntrica, percebi mais tarde que ela realmente sabia o que estava dizendo, infelizmente eu não era maduro suficiente para entender que aquela mulher poderia me ensinar muito sobre design, internet e tendências.

Além de blogs, foi dela que levei o primeiro puxão de orelha por não dar “ar para o texto respirar” e não calcular o espaço disponível do papel antes de escrever. Ela também falava de coisas como spam e sobre visitantes que não ficariam a vontade se o site tivesse um menu vertical com o texto na vertical. Monita era realmente uma pessoa fascinante e com uma impressionante história de vida, se você encontrá-la na rua ou promovendo um evento de moda na sua região, fica como sugestão puxar conversa com ela.

Enquanto não encontro uma nova especialista em moda/professora de sociologia para conversar, continuo escrevendo textos inconstantes para meu blog e deixo o desafio: Crie um blog, Tenha um blog, Mantenha um blog.

PS: Tenho que admitir que nunca me pararam na rua, mas gosto de pensar que a causa são os fones de ouvido.

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