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Cryptomoney e uma pitada de escambo virtual

16 abr

Se tenho uma vaca leiteira e você galinhas botadeiras, talvez seja interessante trocarmos um litro de leite por meia dúzia de ovos, ao menos que você ache que seus seis ovos valem mais do que meu litro de leite, então negociaremos até que nossas percepções de valor sejam compatíveis. Isso é escambo, permuta ou transação de troca. Basicamente é você trocar algo seu que tem valor para alguém, por algo desse alguém que você julga valoroso.

Num contexto histórico, com o passar dos anos os motivos de escambo foram tangibilizados em um objeto genérico comum bem conhecido hoje em dia, o Dinheiro. Com o dinheiro você leva a ideia de valor e não mais seus ovos para trocar por leite, afinal, você precisa de farinha e o dono da farinha precisa de carne, e o dono da carne pode precisar de leite ou açúcar… Bem, essa negociação é bem comum para todos, mas vamos ao que interessa: Qual o valor real do dinheiro?

Sabemos que todo documento possui um lastro econômico, seja seu saldo bancário ou sua reputação, assim como o nosso dinheiro, que possui seu lastro na reputação e dívida do grande e onipotente Estado. Levando isso em consideração, sabemos que por trás de cada nota emitida teremos vacas leiteiras, galinhas botadeiras ou alguém poderosamente alavancado dizendo que irá pagar. Esse é o valor atual do dinheiro, mas e se cada um pudesse produzir dinheiro com base em sua própria reputação?

Suponhamos que você possua uma galinha dos ovos de ouro, sabemos que ouro é um objeto genérico de valor comum cobiçado por todos, portanto podemos troca-lo por qualquer tipo de produto, serviço ou prazer. É isso que acontece com “dinheiros virtuais” como WoW, SecondLife ou Bitcoin.

Há anos o World Of Warcraft se tornou uma fonte de renda para pessoas que descobriram o pulo do gato: Vender o que se ganha com seu tempo de jogo. Foi dessa maneira que surgiram empresas especializadas e até presídios privados explorando a população carcerária à jogar para conseguir mais itens que, posteriormente, seriam comercializado em troca de “dinheiro de verdade”. O SecondLife também teve seu momento criativo, com jogadores gastanto seu tempo para criar itens que depois de duplicados eram largamente comercializados. Mas, basicamente, tanto WoW quanto SecondLife convergem por trocar seu tempo por dinheiro.

Falando de Bitcoin, e entrando nesse assunto sem abordar a “segurança do tesouro”, a tecnologia envolvida (genial), botnets/scams e nem comparar com esquemas Ponzi, o Bitcoin lhe incentiva a produzir seu dinheiro utilizando o processamento do seu computador, se benificiando do acesso à internet e a energia gasta por ele neste processo. O conceito é perfeito, “uma máquina fazendo dinheiro para você”! Um dinheiro que pode ser trocado por prazer, serviços e… ops… produtos?

Quando se fala de Bitcoin temos um escambo virtual. Pessoas trocam esta moeda por serviços/produtos tratando-os como favores e cobrando o que julgam valoroso, consequentemente isso dita a flutuação da moeda baseada no interesse do grupo. Quando se trata de trocar por um produto físico esta troca passa a ser um investimento de risco, ou seja, o risco dessa “bolsa de interesses” manter ou não seu valor, não muito diferente da nossa Bolsa de Valores, exceto pelo fato que existem empresas como lastro financeiro.

Pensando dessa forma, o Bitcoin precisa de um estabilizante no mercado, um produto virtual ou físico que tangibilize a troca e o torne financeiramente atraente, ou, em uma realidade à la Facebook, uma supervalorização baseada em pessoas, objetivo real dessa moeda. A questão é que o mercado se interessa em alimentar bolhas como Facebook com dinheiro real, o mesmo não se aplica quando alguém quer transformar seu dinheiro real em dinheiro de verdade sem lhe dar algo em troca.

Na história das transações através do escambo, o dinheiro teve um precursor importante: O Sal; Um mineral difícil de ser obtido e fácil de ser transportado. Bitcoin pode ser o sal da nova era, mas na era atual compramos pacotes de 1kg por menos de R$ 1,50. Para criar um forte lastro inicial seria necessário um grande investidor, este investimento seria como o que a Microsoft fez no Facebook, um grande presente de grego para controlar o mercado.

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Espero que isso te infernize

29 nov

Que a verdade seja dita: Bem lá no fundo, sou antipático e antisocial. Faço um esforço enorme para aguentar tolices ditas a minha volta todos os dias mas, felizmente, sou convincente o bastante para que as pessoas gostem de mim e continuem me aguentando (ou o contrário).

Ultimamente meus dias vem se resumindo em acordar pela manhã, sorrir forçadamente para primeira pessoa que eu vejo, ir para o trabalho e desejar que o dia seja bom para todos no caminho, mesmo sabendo que essa ação não passa de um impulso sem qualquer tipo de felicitação ou desejo real.

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Le mystère de Le Mijon

21 set

Certa noite estava eu e Dr. Mousse saindo para balada quando ouvi dele uma das histórias mais intrigrante, duvidosa e interessante da minha vida até aquele momento, a triste história de Le Mijon.

Esta história se passa séculos atrás, onde os nobres davam grandes festas regadas a muita comida e bebida, juntando em um salão as pessoas mais importantes da sociedade.

Diferente dos tempos atuais – onde quanto menos roupa melhor – as mulheres usavam vestidos muito pomposos com camadas e camadas de tecidos caros e luxuosos. O problema é que depois de ingerir tanta bebida era inevitável a vontade de aliviar a bexiga, aí vem a pergunta que não quer calar: O que fazer com tanto pano?

Para resolver este problema, os nobres deixavam alguns servos do lado de fora da festa para auxiliar as damas, também conhecidos como “Le Mijon”. A tarefa básica era auxilia-las a levantar o vestido e posicionar a cumadre para que não houvesse acidentes.

Basicamente a função do “Le Mijon” era fazer todo o trabalho sujo, exceto…

A história é muito simples, mas retrata a posição de muitos homens ao querer agradar o sexo oposto.

Um dos exemplos clássicos é a famosa carona para balada, onde cara chega na casa da moça, espera meia hora no carro até que ela fique pronta, faz o possível para deixa-la confortável e deixa ela na frente da balada enquanto procura lugar para estacionar.

Na volta, ela já entrou e tá se atracando com um fulano qualquer que não fez nenhum esforço para chegar até ali. Neste caso o rapaz bem intencionado fez todo o trabalho sujo, exceto…

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