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Blog corporativo, não é pra qualquer um

26 fev

Se o comunismo reinasse no mundo e a publicidade ainda assim existisse, seu princípio básico seria: Se sabe que não vai dar certo, encontre algo que dê. Mas na nossa comunidade egoísta e capitalista a coisa funciona mais no “vamos faturar em cima do cliente até ele descobrir que isso não funciona e anunciar no programa do João Cleber”.

Muito além de palavras jogadas ao vento, um post em um blog é uma maneira de compartilhar formas de pensamentos, sejam eles utilidades ou futilidades, a mensagem vale a repercussão conteúdo. Ou seja, se ele será um fracasso ou um sucesso.

O blog corporativo é a maneira que a empresa compartilha sua forma de pensar, é nessa hora em que entra o departamento de marketing e uma boa agência de publicidade para responder: A empresa pensa em…?

Respondendo esta pergunta, profissionais altamente qualificados vestem sua capa de ghost-writer e transformam a idéia de blog em uma excelente ferramenta repetidora de press-releases e um belo catálogo de supermercado. Para tornar o blog mais atraente e interativo, definem um espaço especialmente reservado para a última campanha veiculada na TV e incluem link para o moderníssimo Twitter da @empresa, que consegue concentrar em 140 caracteres o título do último post  e um link reduzido para ele.

Se você é publicitário, leu a fórmula mágica do parágrafo acima e gostou da idéia, parabéns, seu cliente é o “qualquer um” do título deste texto e um blog corporativo, definitivamente não é bom para ele.

Todos por Otho

11 jan

Pode dizer que sou uma pessoa insensível, mas quantas vezes você recebeu um e-mail de uma criança desfigurada pedindo ajuda? Quantas dessas vezes foi a mesma criança, com as mesmas informações, mesmo tendo se passado anos?

Um e-mail cai na internet e como “encaminhar não custa nada” esta mensagem fica circulando anos e anos indiscriminadamente. Você acaba nunca sabendo se a criança algum dia existiu, para onde foi a ajuda e muito menos se alguém ajudou.

Todos por Otho é diferente, os pais da criança ou uma boa alma, mantém um blog que mostra detalhes do problema, como vão alcançar a solução, como ajudar e, principalmente, com quanto já ajudaram. Isso foi o suficiente para que eu escrevesse dois twitts sobre o assunto, este post e ainda desembolsasse toooodo meu saldo no PagSeguro para ajudar  (R$ 1,00).

Não tenho certeza se eles são pioneiros, mas pelo menos são os primeiros que chegaram aos meus olhos. Mas aposto minhas fichas que eles vão conseguir chegar ao objetivo e depois deles muitos outros também vão fazer a mesma coisa (talvez com menos sucesso), mas, depois que eles conseguirem, espero que aproveitem a audiência do blog para divulgar como ajudar outras pessoas com problemas parecidos.

Ajude você também: http://todosporotho.blogspot.com

Microsoft dos anos 90

31 ago

Quando o assunto é “melhor empresa para se trabalhar” o nome da Google geralmente encabeça a lista. Horários flexíveis, alimentação gratuita variada, massagem para os funcionários, jogos durante o expediente e até aquela folguinha para dar um mergulho.

A mídia mostra a gigante das buscas como uma empresa liberal e inovadora na maneira como trata seus funcionários, fazendo com que profissionais da área alimentem o desejo de trabalhar na Google ou ainda, larguem qualquer outra empresa para isso. Alimentar a idéia e estar no topo de todas as listas faz parte dos objetivos da empresa, atraindo os melhores para seu grupo de trabalho.

O método de trabalho da Google não é exclusivo e nem mesmo inovador, a maioria das jovens empresas dotcom trazem consigo a idéia de deixar o profissional cada vez mais a vontade para desenvolver seu trabalho. Alías, entre as concorrentes da Google, temos a Microsoft que sempre levantou a bandeira de “faça como achar melhor, desde que cumpra suas metas”.

Antes mesmo da Google desabrochar, a Microsoft já era notícia aqui no Brasil e em todo mundo por sua maneira diferente de tratar seus empregados, mas com o aumento das responsabilidades e do quadro de funcionários a empresa teve que impor algumas restrições. Restrições que também estão sendo adotadas pela Google nos últimos anos, que hoje controla até o que seus funcionários comem, agora fica a dúvida: Será que com o tempo as empresas percebem que a produtividade não justifica/paga tais regalias?


Matéria sobre a Microsoft exibida pelo Fantástico nos anos 90.

 

Boa Cabelo, O retorno… (textos)

16 maio

Não se anime tanto, o lendário “Boa Cabelo” não voltou a ativa, este é somente um post respondendo a pedidos de alguns visitantes deste blog.

Em colaboração com a memória da internet, o visitante identificado como “fan”, deixou um comentário com alguns diálogos hilários da série “Boa Cabelo”. Como o texto era grande demais para deixar como comentário, vai abaixo para deleite dos fãs.

Com os textos postados o povo gritou: BOOOOOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAA CABEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELOOOOOOOOOOOOOOOOOOO !!! 

CLIQUE AQUI PARA LER TODOS OS TEXTOS DO “BOA CABELO”

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Ter um blog é fácil, difícil é manter

10 fev

Quem leu o primeiro post sabe que criei meu blog porque “um dia acordei com vontade de blogar”, naquele dia não sabia realmente se queria ter um blog até clicar no botão “Publicar”, desde então as pessoas me param na rua e perguntam “Christoffer, sobre o que é o seu blog?”, e um silêncio absoluto invade a minha mente me deixando sem respostas.

Meu blog é sobre qualquer coisa. Não preciso de um tema para ele, sei que a maioria dos visitantes cairão de para-quedas vindos de algum mecanismo de busca qualquer. Também sei que escrever estes dois parágrafos não irá justificar ter ficado quase dois meses sem postar nada, o que me remete ao título deste texto: Ter um blog é fácil, difícil é manter.

No final de 2007 criei um blog para Fábrica Di Chocolate, a idéia era um criar um meio de atrair visitantes através de assuntos aleatórios envolvendo o produto e a idéia de negócio. O objetivo era “ser informal” e por isso mantive notícias gerais, indo desde informativos sobre investimento até alfinetadas no concorrente principal. Depois da minha saída da empresa, o blog não teve muito movimento e frequentemente tento lembra-los que ele ainda existe.

Ter um blog é diferente de manter um blog, escolher assuntos fresquinhos e elaborar um textos pomposos pode levar horas. Este post por exemplo, já estou a quase uma hora nele e ainda está na metade.

Manter um blog pessoal pode ser uma tarefa mais simples, você pode falar sobre seu dia-a-dia e coisas que gosta de fazer. Manter um blog corporativo é algo mais complicado, você precisa realmente ter atualizações frequentes, pelo menos duas por semana. Manter um blog com assunto específico é mais doloroso, você precisa dar uma dose de feed constante aos usuários senão eles procuram outra fonte. Manter meu blog é uma experiência espiritual, só preciso escrever grandes textos de tempos-em-tempos e ficar me martirizando por não conseguir ser mais frequente.

A primeira vez que ouvi a palavra “weblog” saindo da boca de uma pessoa séria, foi quando minha professora de sociologia do terceiro ano fez em particular um comentário sobre “um novo tipo de mídia” que ela havia lido a respeito, provavelmente não levei nenhum pouco em consideração, afinal ela tinha quase 60 anos e para mim blogs eram só “diários virtuais”.

Hoje acho que deveria ter levado a senhora Monita Reimer-Ridgway mais a sério, mas não posso me culpar, eu era o único da escola inteira que dava algum crédito a ela. Apesar de um pouco excêntrica, percebi mais tarde que ela realmente sabia o que estava dizendo, infelizmente eu não era maduro suficiente para entender que aquela mulher poderia me ensinar muito sobre design, internet e tendências.

Além de blogs, foi dela que levei o primeiro puxão de orelha por não dar “ar para o texto respirar” e não calcular o espaço disponível do papel antes de escrever. Ela também falava de coisas como spam e sobre visitantes que não ficariam a vontade se o site tivesse um menu vertical com o texto na vertical. Monita era realmente uma pessoa fascinante e com uma impressionante história de vida, se você encontrá-la na rua ou promovendo um evento de moda na sua região, fica como sugestão puxar conversa com ela.

Enquanto não encontro uma nova especialista em moda/professora de sociologia para conversar, continuo escrevendo textos inconstantes para meu blog e deixo o desafio: Crie um blog, Tenha um blog, Mantenha um blog.

PS: Tenho que admitir que nunca me pararam na rua, mas gosto de pensar que a causa são os fones de ouvido.

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