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Ponderando sobre o futuro em 140 caracteres

24 out

Dizem que para ter uma vida completa você deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, a ordem dos fatores não altera o resultado. Eu plantei uma árvore na pré-escola quando tinha 6 anos e vi ela crescer no jardim do prezinho enquanto passava meus anos letivos na mesma escola, depois de alguns anos da minha formatura ela foi derrubada.

Teoricamente ainda me falta escrever um livro e ter um filho, mas levando em conta o que já escrevi neste blog acho que vou descartar a parte do livro, faltando somente o filho. Este também vou adiar por mais alguns anos.

Devagações à parte, hoje twittei ponderei sobre algo interessante: Se algo monumental acontecer em 2012 ou nos anos que se seguem, e parte da humanidade for destruida, daqui a milhares de anos, nossos descendentes, na sua evolução natural vão fazer escavações e acabarão encontrando vários computadores.. talvez consigam recuperá-los e o que pensarão?

Eu imagino que se encontrarem os servidores do Wikipedia, deduzirão ser um tipo de biblioteca de um povo antigo chamado Wiki. Talvez encontrem o datacenter da Wordpress e chamem de “manuscritos perdidos”, quem sabe algum culto religioso separe alguns deles e chamem de “Wíblia, a palavra de Google”, afinal, se fizer um apanhado de todos os blogs, com toda certeza, o que mais se fala é da empresa de Montain View e seu rebanho de devotos.

Como se tratam de milhares de anos afrente, um novo idioma deverá ser falado, erros de tradução serão constantes, imagine só como serão retratados palavras como iPhone, Facebook, Microsoft e Apple. Em uma tradução livre talvez alguém diga que iPhone foi o primeiro homem e Steve Jobs a primeira mulher, eles comeram a Apple e foram expulsos da Microsoft, daí pra frente sofreram e tiveram um filho chamado Facebook, que matou seu irmão, MySpace. Nessa falácia toda, tenho medo de onde o Twitter e Orkut entram na história.

Loucuras à parte, ainda acho que redes sociais foram criadas por civilizações extraterrestres avançadas para pesquisar o comportaento humano.

Viva ao capitalismo burro e compulsivo!

14 dez

No início desse ano decidi comprar um celular bom, mas tinha que ser mais do que uma simples penteadeira, tinha que ser “o celular”.

A possibilidade do lançamento do iPhone no Brasil acabou adiando cada vez mais essa aquisição, porém quando o dito cujo foi lançado pelas operadoras brasileiras como artigo de luxo, percebi que aquele pedaço de vidro contorcido não valia nem a metade do que elas estavam pedindo.

Desde então comecei a procurar por celulares alternativos, não fazia questão de um smartphone, só precisava ser um aparelho bonito e útil.

Hoje encontrei o que parecia ser o fim destas buscas: Sony Ericsson F305. Além de possuir todas funções que eu precisava, ainda estava de graça em um plano de R$ 73,77 compartilhado com a Claro — tudo perfeito, se não fosse PURA ENGANAÇÃO.

Neste natal a Claro lançou a promoção “Compartilhar”, trata-se de uma imitação barata do plano “Pula-Pula” da BrasilTelecom, onde você paga em um mês e fica isento da franquia no próximo mês. O que não fica muito “claro” é que a promoção só é válida nos 6 primeiros meses e o plano de fidelidade é de 12 meses.

Na minha lógica eu ainda sairia no lucro, estaria ganhando um celular legal e me livrando da BrasilTelecom, pois aproveitaria a portabilidade para migrar meu número. Novamente tudo perfeito, se não fosse somente mais uma isca para pegar consumidores compulsivos.

Saí de casa e fui até a loja da Claro para ver o aparelho de perto e fechar negócio. Depois de escutar durante uns 15 minutos a ladainha do vendedor e ele pedir ajuda para uns 3 outros vendedores que não sabiam o processo da portabilidade, o mesmo me informou que após uma “análise de crédito” a Claro só liberaria o plano de 70 minutos (R$ 66,02/mês).

Perguntei o motivo e ele não soube me dizer, só mostrou que o sistema não liberou o plano de R$ 7,75 a mais por mês.

A minha dúvida éComo uma análise de crédito rejeita uma pessoa sem restrições no SERASA/SPC e com uma renda bem acima da média?” e a minha resposta éBingo!”

Um sistema configurado para traçar um perfil de “mal pagador” ou com planos pré-definidos para cada faixa etária, ou ainda um truque comercial que evita que celulares sejam dados de graça para clientes com condições de compra-lo, que aliás foi a primeira alternativa que pensei pois só essa operadora oferece este aparelho.

Uma coisa tenho certeza, isso não ficou claro para mim e quando eu tiver um tempo vou ligar para a Claro solicitando uma explicação plausível.

Não gosto de ser tratado como um consumidor burro e compulsivo, por isso vou procurar este aparelho desbloqueado e usar na BrasilTelecom, onde pago uma fortuna por um plano que não uso e não tenho cobertura nem na minha casa, porém sou tratado com respeito.

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