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Carnaval e o ócio criativo

24 fev

Antes de mais nada, quero deixar claro que não sou desses que conta os dias para o carnaval, se veste de mulher e vai entoando marchinhas até o amanhecer.  Ao contrário, faço mais o estilo que fica em casa, no sofá, assistindo a Mangueira [escola de samba] entrar [na Sapucaí].

Sei que pode parecer triste, mas pra mim o que sempre importou no carnaval foi o feriadão. Alias, sempre não, porque na minha pré-adolescência também era sinônimo de peitinhos na TV.

Balelas a parte, nesta segunda-feira de carnaval, eu trabalhei. Nesta terça-feira de carnaval, também irei trabalhar. Na quarta-feira de cinzas então, nem preciso dizer. Tenho que confessar que é broxante ver as ruas vazias, restaurantes fechados e todos elevadores no térreo. A cara de tédio e os resmungos constantes deixavam claro que o sentimento era compartilhado em todo o escritório.

Logo no início da manhã já dava para perceber o quão produtivo seria o dia, mas não tenho do que reclamar. Afinal, não gosto de carnaval e troquei meu feriado por um dia de folga na semana passada.

Apesar de amar o que faço, nessas horas gostaria de trabalhar no chão de fábrica. Não digo isso porque muitas empresas deram folga no carnaval só para diminuir os efeitos da crise, mas porque mesmo desmotivado eu conseguiria executar funções repetitivas.

Bem, talvez eu tenha mesmo que agradecer por estar trabalhando hoje. Mas ainda não entendo como empresas baseadas em conhecimento, conseguem achar que um dia como este pode ser mais lucrativo do que ter um funcionário feliz, descansado e satisfeito o ano inteiro.

PS: O próximo post como esse será no dia 26 de dezembro, comentando sobre o período “entre o Natal e o fim do mundo”.

Todos são substituíveis

26 nov

A alguns dias recebi por e-mail uma daquelas historinhas motivacionais que tentam mostrar o quanto “você é importante para nós”. O texto narrava uma reunião onde um CEO era subjugado por um de seus gestores enquanto afirmava que ninguém seria insubstituível. Bem, eu posso não acreditar que ninguém seja insubstituível, mas acredito que todos são substituíveis.

Acredito no timing do tempo e espaço. Isso quer dizer que se Beethoven tivesse morrido antes de compor sua última sinfonia, hoje poderíamos estar apreciando Bohemian Rhapsody com a mesma emoção que a 9ª sinfonia do surdinho. Talvez hoje, Beethoven, fosse considerado somente mais um compositor erudita da sua época, já que foi a sua última que o consagrou.

Então reafirmo que todos são substituíveis, porém se Beethoven tivesse sido demitido antes da sua maior obra, Freddie Mercury só viria a escrever sua música 150 anos depois e isso traria perdas para todos os colaboradores, fornecedores, parceiros e clientes da Vida Ltda.

Portanto, quando alguém afirma que “ninguém é insubistituível”, tem que mensurar quanto tempo e dinheiro está disposto a perder nessa substituição e se este tempo/dinheiro não seria melhor aplicado nos pontos fortes da equipe. Lembrando que o funcionário está para empresa assim como a empresa está para o funcionário, então a máxima “nada é insubistituível” também se aplica ao contexto.

Todos são substituíveis e tudo é substituível, sempre vai existir ou nascer algo/alguém tão bom quanto. O que deve-se estar ciente é por quanto tempo estaremos dispostos a ficar esperando ou procurando por isso.

Emfim, sua atenção é muito importante para nós, obrigado e volte sempre.

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