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Escolhas e escolhas

11 nov

Entre as centenas de correntes malucas que já recebi por e-mail [e nunca repassei] a que mais me chamou atenção foi uma apresentação de PowerPoint que comparava a vida com uma viagem de trem. O texto é uma daquelas histórias melosas, com diversas mensagens de auto-ajuda permeando os versos, autoria de Silvana Duboc e hoje já tem até versão narrada no YouTube, mas o interessante é que falava de pessoas que vêem e vão nas nossas vidas.

Usando meu direito de interpretação, acho que não compararia a vida com a viagem, mas sim com várias viagens, onde você escolhe destinos que trazem e levam pessoas, às vezes você retorna, certas vezes só fica a saudade. São escolhas que trazem conseqüências ocultas, mas você geralmente não as percebe até aproveitar ao máximo os frutos da escolha.

Trabalho, amor, família, sonhos ou mensagens malucas vindas do além são motivadores principais de escolhas mal feitas. Sonhos costumam ser razoáveis, já que o pior cenário é a própria decepção e encontram uma estação segura na família, esta que tenta se mover sempre na mesma direção, enquanto mensagens malucas fazem pessoas se jogarem de trens e abreviar suas histórias. Mas o pior de todos é o trabalho, onde as consequências geralmente afetam diretamente todos os outros motivadores.

Talvez o mais cruel do trabalho é que, muitas vezes, mesmo estando no mesmo vagão o viajante está adormecido, e quando acorda percebe que já chegou ao destino e nem teve tempo para espiar a paisagem, pois tentou tanto ser bem sucedido, que esqueceu de ser um ser humano de valor [Einstein].

Ah, quanto ao amor? Para esse, todas consequências são perdoáveis.

Construindo confiança

12 dez

A palavra que difere entre receber ou não a pergunta “pra onde?” em resposta a “vamos?”, a confiança é algo subjetivo sem meios de mensuração, é uma dádiva conquistada em cima de atos concretizados de pessoa para pessoa.

Toda pessoa define um grau de confiança inicial desde o momento em que bate o olho em outra pessoa, muitas vezes esta confiança é influenciada por outras pessoas, pela profissão ou até pela roupa que a pessoa está vestindo, gerando assim desconfiança.

Confiar na palavra de uma pessoa é algo que necessita de um contato planejado, através de horas conversando ou uma boa propaganda, já para confiar nos atos de uma pessoa é necessário uma grande prova de habilidade. Independente de como a confiança é conquistada, basta uma seqüência de erros para que ela seja quebrada ou ao menos comprometida.

A pergunta “você confia em mim?” precisa de muito tempo de convivência para receber uma resposta imediata e impensada, mas sempre pode-se responder “claro, por que?” e depois dizer “estou com dor de barriga, não vai dar”.

Confiança é um castelo de cartas que pode se desfazer a qualquer momento, basta que uma carta seja tirada sem cuidado suficient ou que uma pequena rajada de vento sopre em direção dele.

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