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Escravos da informação

23 maio

Tenho vontade de escrever sobre tantas coisas, coisas que tem acontecido comigo e ao meu redor, mas a falta de tempo é cruel. Felizmente isto não é um diário e não é em meu blog que tenho que falar do meu dia-a-dia. Infelizmente eu fazia isso no meu Twitter e nem isso tenho feito ultimamente.

Diante de tantas coisas para compartilhar, acabo sem nada a dizer. Talvez a turbulência não me deixa juntar as palavras certas ou até escolher um assunto entre vários, sei que vou levando meus dias sem me deixar abater por esta necessidade inconsequente por informar e ser informado, sem atualizar e sem acompanhar atualizações de meus amigos ou do mundo.

Outro dia comentei no Twitter que não acompanho noticiários e nem vejo notícias na internet. O que eles trazem de novo? Economias em risco ou se recuperando, uma atrocidade aqui, uma roubalheira política ali, estão acabando com a mata atlântica/amazônia/camada de ozônio/calotas polares, acharam poeira azul em marte, tal time foi campeão, tal famoso foi pro caixão. Esse ano tem Copa, esse ano tem eleições, o resto do ano é carnaval, natal e um ano novo se inicia.

Na era dos escravos da informação, sou mais um que tenta alcaçar a alforria (sem muito empenho, diga-se de passagem). No mais, vamos torcer pelo hexa, vote 45, feliz natal e um ótimo ano novo.

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O que é mito?

5 abr

Mito é uma história contada sobre algo que existe ou aconteceu (tempo), falando de sua origem e muitas vezes detalhando o real ou irreal, ou ainda uma mistura entre os dois tornando mais crível a mensagem.

O ser humano precisa de pouco [tempo] para crer em algo e muito [tempo] para abandonar esta crença. A comunicação explora esta fragilidade humana para fazer o receptor acreditar, se apaixonar, recontar e espalhar mitos [verdades inventadas].

Inventar uma verdade (que pode ou não ser verdade) é a função básica da comunicação social. Criar mitos que logo se tornam reais e demoram para ser esquecidos.

Mais do que esperar

14 fev

Ninguém gosta de esperar. Eu em especial sou uma pessoa que quer tudo na hora e esperar um minuto é uma eternidade. Creio que não saber esperar é um defeito muito grande e me faz cometer muitos erros, mas o mesmo defeito me faz avançar muito rápido, o que não é uma coisa ruim.

O problema de esperar é que você não sabe se vale ou não a pena até chegar ao fim, única coisa que se tem são suprimentos que lhe fazem acreditar que é algo bom. Poucas coisas valem o tempo esperado, meu  record atual são os 9 meses que esperei para nascer, coisa que até agora está valendo a  pena.

Se eu passar os próximos 3 anos e meio na faculdade vou me formar em Publicidade, teoricamente o conhecimento acumulado será excelente para minha carreira e abrirá muitas portas, sei disso por experiências de sucesso de outras pessoas, mas sei que existem milhares de publicitários insatisfeitos em uma agênciazinha de fundo de quintal.

Ano passado esperei ao longo de 6 meses por algo que não aconteceu, apesar dos suprimentos não serem suficientes para me manter aguardando, eram suficientes para me manter acreditando. Ao contrário disso, este ano terei que esperar 10 meses para me livrar de um problema e nesses primeiros 30 dias já não tenho saco para aguentar.

Mais do que esperar é ter motivos para esperar e estes motivos se renovarem frequentemente. Uma observação importante é que promessas nem sempre são motivos suficientes.

Velocidade do tempo

15 dez

Sono é uma coisa birrenta, mas algo interessante de lutar contra o sono são as coisas que passam pela nossa cabeça durante essas batalhas. Quando estamos lutando para dormir, vem aqueles delírios esquisitos com vozes e visões irreais, já quando queremos dormir são os pensamentos filosóficos que habitam nossa mente. Desta vez estava deliberando sobre o tempo.

No final de 2006 eu assisti o que considero a melhor mensagem e final de ano já produzida, o tema dizia que “a velocidade do tempo é diretamente proporcional ao tamanho da sua rotina”, quer dizer, se você faz tudo igual, parece que o tempo voa, mas quando você sai da rotina, o tempo passa mais devagar.

Na época eu até pensei ser exatamente o contrário, mas agora, com o fim de ano chegando, para maioria vem aquela sensação de “que rápido que passou este ano” e é exatamente esta frase que mensura a sua rotina. Para mim este ano foi extremamente diferente, recheado de (boas) experiências novas e sentimentos “singulares”.

Independente da velocidade, o tempo passa. Isso é bom, já que ele é o maior responsável por fazer momentos ruins se transformarem em doces lembranças e tornar momentos felizes, memoráveis. É essa conversão – que só o tempo sabe fazer – que vai nos dizer se o ano passou rápido ou não.

Espero que esse novo ano traga diversas coisas novas e que “descobrir” seja uma palavra constante no meu dia-a-dia e de todos meus amigos.

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