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Google, The Garbage Collector

4 nov

Há um mês iniciei uma “operação limpeza” para eliminar meus resultados do Google. O objetivo era verificar quanto tempo levaria para o indexador trazer resultados mais frescos e “me esquecer”. Minha primeira ação foi examinar todos os resultados que o buscador trazia para meu nome (com aspas). Percebi que a maioria se referia a serviços web que utilizo, assinaturas em sites de clientes e fóruns e notícias que comentei.

A limpeza começou por ofuscar os resultados, para isso troquei os nomes usados em redes sociais como Facebook, Twitter, LinkedIn e Google Plus. Como o pessoal do Google Plus gosta de fazer uma novelinha para trocar o nome (veja na imagem abaixo), excluí o perfil sem remorso algum. Para o caso das notícias e fóruns, mandei e-mails pedindo a alteração do conteúdo e, por fim, alterei lugares onde meu nome estava escrito em páginas que eu tinha acesso, sobrando apenas este blog, que usando as configurações do próprio WordPress escolhi que meu site deixasse de ser visível para buscadores.

Alguém pode explicar para o pessoal de Mountain View que, no mundo real, as pessoas raramente são perseguidas por publicadores megalomaníacos com o objetivo único de explicitar e manter histórico de tudo o que elas fazem nas ruas?

Minha teoria era que em duas semanas os resultados começassem a sumir, fiquei surpreso ao ver que 3 dias depois eles já diminuiram de 1370 para 1350, e mais surpreso ainda quando percebi que, em momentos de crise, nosso Garbage Collector entra em desespero e começa a apelar.

O primeiro fator estranho é que o resultado contendo meu perfil do Google Plus não desapareceu, mesmo tendo sido o primeiro registro a ser excluído e ser algo dentro do seu próprio domínio. Até aí tudo bem, eles só estão protegendo seu produto, mas tudo muda quando no primeiro resultado você lê a frase: Uma descrição para este resultado não está disponível devido ao arquivo robots.txt do site. Saiba mais. Isso mesmo, Google só respeita seu robots.txt quando é conveniente para ele.

Google desrespeitando regras de robots.txt

Robots.txt é um protocolo criado em 1994 que visa proteger o conteúdo de páginas na internet. Segundo o Google, ele respeita as regras do protocolo e na teoria não exibe resultados onde o Robots.txt está limitando seus robôs de vasculharem o site.

Outro fator extremamente estranho foi que depois das páginas internas do blog sumirem o número de resultados mais que dobrou, indo de 1350 em 7 de outubro para 3390 em 25 de outubro (screenshot acima). Acontece que, ao não ter conteúdo interessante suficiente para manter seus números altos, o buscador preferiu abriu seu leque para serviços secundários como Twitter, que seria colapsado em uma busca comum.

Hoje, exatamente um mês após o início da limpeza, tenho 2940 resultados e tive mais uma surpresa: Google Garbage Collector restaurou links inimagináveis como meu Badoo, excluído há mais de um ano, meu flavors.me que parecia nunca ter sido indexado, um perfil do Sonico que nem lembrava da existência e dezenas de sub-serviços sem relevância alguma.

Resumindo: Imagine o Google como um paparazzi atrás de você 24 horas por dia, batendo fotos da fachada da sua casa (Facebook), gravando o que você diz entre uma roda de conhecidos (Twitter) e stalkeando sua vida profissional (LinkedIn), mas quando você diz para ele que já chega, que você não está mais afim de ser perseguido, ele começa a revirar seu lixo para re-publicar coisas como sua ida à padaria ou a tropeçada que você deu na calçada quando um dálmata listrado cruzou seu caminho aos 7 anos de idade.

Post-Scriptum

Apesar do perfil do Google Plus ainda não ter desaparecido dos resultados até hoje, as referências ao Facebook foram retiradas menos de 2 semanas depois de eu trocar meu nome na rede social. Já o LinkedIn foi alterado há alguns dias, enquanto isso Twitter esta lá e parece que não pretende se mover.

Ponderando sobre o futuro em 140 caracteres

24 out

Dizem que para ter uma vida completa você deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, a ordem dos fatores não altera o resultado. Eu plantei uma árvore na pré-escola quando tinha 6 anos e vi ela crescer no jardim do prezinho enquanto passava meus anos letivos na mesma escola, depois de alguns anos da minha formatura ela foi derrubada.

Teoricamente ainda me falta escrever um livro e ter um filho, mas levando em conta o que já escrevi neste blog acho que vou descartar a parte do livro, faltando somente o filho. Este também vou adiar por mais alguns anos.

Devagações à parte, hoje twittei ponderei sobre algo interessante: Se algo monumental acontecer em 2012 ou nos anos que se seguem, e parte da humanidade for destruida, daqui a milhares de anos, nossos descendentes, na sua evolução natural vão fazer escavações e acabarão encontrando vários computadores.. talvez consigam recuperá-los e o que pensarão?

Eu imagino que se encontrarem os servidores do Wikipedia, deduzirão ser um tipo de biblioteca de um povo antigo chamado Wiki. Talvez encontrem o datacenter da Wordpress e chamem de “manuscritos perdidos”, quem sabe algum culto religioso separe alguns deles e chamem de “Wíblia, a palavra de Google”, afinal, se fizer um apanhado de todos os blogs, com toda certeza, o que mais se fala é da empresa de Montain View e seu rebanho de devotos.

Como se tratam de milhares de anos afrente, um novo idioma deverá ser falado, erros de tradução serão constantes, imagine só como serão retratados palavras como iPhone, Facebook, Microsoft e Apple. Em uma tradução livre talvez alguém diga que iPhone foi o primeiro homem e Steve Jobs a primeira mulher, eles comeram a Apple e foram expulsos da Microsoft, daí pra frente sofreram e tiveram um filho chamado Facebook, que matou seu irmão, MySpace. Nessa falácia toda, tenho medo de onde o Twitter e Orkut entram na história.

Loucuras à parte, ainda acho que redes sociais foram criadas por civilizações extraterrestres avançadas para pesquisar o comportaento humano.

Eu abro o Google para pensar

8 ago

Não estou com fome nem sede, mas sempre que passo pela geladeira por um impulso quase involuntário abro ela para…. NADA. Isso mesmo, eu abro a geladeira para pensar, e mais, aposto que você também já fez isso!

Agora, não tão diferente do meu pensamento obeso, quando não tenho nada para fazer, minha gula por informação me faz abrir o Google e ficar olhando para o nada. Não faço idéia do que pesquisar, só fico olhando e pensando em diversas coisas como se a geladeira, ops, o buscador fosse me dar todas respostas que preciso. Bem, quase sempre é isso que ele faz.

Comida é o que faz nosso corpo se manter em pé, talvez o que me faz abrir a porta da geladeira seja um instinto de sobrevivência. Levando em conta esta lógica, será meu instinto de sobrevivência que me leva até a página do Google? Da página do Google para meu e-mail, ou para meus feeds RSS, ou para minhas redes sociais…

Escravos da informação

23 maio

Tenho vontade de escrever sobre tantas coisas, coisas que tem acontecido comigo e ao meu redor, mas a falta de tempo é cruel. Felizmente isto não é um diário e não é em meu blog que tenho que falar do meu dia-a-dia. Infelizmente eu fazia isso no meu Twitter e nem isso tenho feito ultimamente.

Diante de tantas coisas para compartilhar, acabo sem nada a dizer. Talvez a turbulência não me deixa juntar as palavras certas ou até escolher um assunto entre vários, sei que vou levando meus dias sem me deixar abater por esta necessidade inconsequente por informar e ser informado, sem atualizar e sem acompanhar atualizações de meus amigos ou do mundo.

Outro dia comentei no Twitter que não acompanho noticiários e nem vejo notícias na internet. O que eles trazem de novo? Economias em risco ou se recuperando, uma atrocidade aqui, uma roubalheira política ali, estão acabando com a mata atlântica/amazônia/camada de ozônio/calotas polares, acharam poeira azul em marte, tal time foi campeão, tal famoso foi pro caixão. Esse ano tem Copa, esse ano tem eleições, o resto do ano é carnaval, natal e um ano novo se inicia.

Na era dos escravos da informação, sou mais um que tenta alcaçar a alforria (sem muito empenho, diga-se de passagem). No mais, vamos torcer pelo hexa, vote 45, feliz natal e um ótimo ano novo.

Desligando seu megafone

15 fev

Uma vez li um livro que afirmava que ninguém ligava se você tinha problemas, na verdade uma parte das pessoas ficavam felizes por você também ter um. Não é diferente na internet, as redes sociais são como grandes megafones que as pessoas costumam usar parar compartilhar suas conquistas e suas derrotas.

Compartilhar coisas felizes é algo bom, mostra que você está evoluindo e faz com que as pessoas tenham orgulho de você. O que é um resultado muito diferente de entrar no MSN, trocar sua mensagem para algo bem dark, sua foto por um anjo caído e twittar seu dia ruim.

Como o mundo virtual imita a vida real, as ferramentas que foram feitas para aumentar a produtividade ou a interação entre as pessoas caem no velho dilema do “Olá, tudo bem?”, ou você acha que quando alguém lhe pergunta isso espera que você se deite em um divã e despeje todos seus desconfortos?

Então, da próxima vez que alguém lhe perguntar se está tudo bem no MSN ou visitar seu Twitter, limite-se a responder educadamente “Sim! E com você?” ou desligue seus megafones.

Fábrica Di Chocolate vs Showcolate, na justiça.

25 fev

Nos últimos tempos a justiça brasileira tem dado exemplo quando se trata de internet. Frequentemente empresas [leia-se Google] viram notícia por ter de indenizar pessoas por danos morais em casos envolvendo a rede [leia-se YouTube, Blogspot, Orkut, Twitter e WordPress].

Claro que nem todas as decisões do nosso poder judiciário são certeiras, algumas mancadas como o caso “Cicarelli x YouTube” ou ainda a derrubada do Twitter errado não nos deixam esquecer o quão inexplorado é este tema.

Bem, não abri este post para chover no molhado, na verdade o objetivo dele é contar a história que envolveu a Fábrica Di Chocolate, empresa em que trabalhei, e sua concorrente direta, a Showcolate.

No fim de 2007 encontramos alguns domínios com nomes que lembravam “fábrica di chocolate” registrados com o CNPJ da “Showcolate Com. Chocolates e Correlatos Ltda.”.

Após eu incentivar o jurídico da empresa a entrar com um pedido de congelamento dos domínios, o próprio Ivan Macena foi até a delegacia  munido das páginas que imprimi do site Registro.br e registrou um boletim de ocorrência.

Semana passada, em uma visita a Fábrica, descobri que o BO foi incluído em outro processo que estava em andamento e depois de algumas audiências, nas quais a outra parte não compareceu, todos os domínios foram congelados.

Na época da abertura do processo, escrevi um texto com o título “Reconhecimento da concorrência” no blog da fábrica, lá também há links para os domínios congelados.

Edit 1:  Alterado o link da derrubada do Twitter pois tinha o mesmo link do caso “Cicarelli x YouTube”. Valeu George!

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