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Hora da verdade

30 maio

Este fim de semana, assisti o filme “Penetras Bom de Bico”, um filme hilário bem estilo enlatado americano com moral da história. Resumindo, são dois amigos que entram em festas sem serem convidados para pegar garotas, mas em uma das festas, um deles se apaixona por uma garota e ela por ele. Acontece que para entrar nas festas eles usam nomes falsos, mentem sobre status social e criam situações, tudo para impressionar as garotas e não serem expulsos da festa, quando ele é desmascarado é o fim do romance. Bolinha vai, bolinha vem ela perdoa ele.

Moral da história: a moça se apaixona pela essência do cara, não está nem aí pro seu nome real, sua família rica ou seu cartão de crédito, eles ficam juntos e vivem felizes até acabar o filme. Se a verdade saisse da boca dele a parte do “bolinha vai, bolinha vem” poderia nem acontecer.

Falar a verdade é arriscado demais e necessita de muita coragem, inventar/omitir/mentir é fácil e um ato covarde. Esperar ser desmascarado é cômodo, mentir mesmo depois de desmascarado é doentil.

Mentir é aceitável, só é preciso ficar atento a hora da verdade e não deixá-la passar.

Verdades e Mentiras

19 abr

Já dizia a música de Renato Russo, “mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”, não sei se a afirmação é de toda verdade, mas na sociedade capitalista do consumo essa “pior mentira” se repete a cada vez que o consumidor compra algo que nunca usa. Se não vai usar, por que comprar? Se não comprar, como saber que não vai usar?

A publicidade vende uma mentira que o consumidor gosta de comprar, e se sente bem por isso. O sujeito fumava o cigarro achando que todas as mulheres gostavam disso, e todas as mulher realmente achavam isso sexy, porque, assim como o sujeito, elas também compravam a idéia da propaganda. Um dia veio alguém e disse que o cigarro fazia mal, mas isso não influenciou no pensamento das pessoas. Então alguém veio mais tarde e disse que a propaganda alimenta esse mal e proibiu a propaganda. As pessoas compraram essa nova idéia e depois de um tempo começara a achar o fumante algo repugnante.

Beber cerveja atrai rodinha de mulheres gostosas, usar tal perfume faz com que aquela garota lhe dê atenção, beber coca-cola lhe faz ver o mundo de maneira diferente, ouvir samba[1990]-pagode[1995]-funk[2000]-emo[2010] faz você ser um cara legal, salve as baleias, os pandas e o mundo do aquecimento global. Viva isso tudo até que alguém proíba ou sugira uma verdade mais interessante.

Todo publicitário é um mentiroso, cria verdades superficiais que o consumidor (mentiroso de si mesmo) finge acreditar. Surge então um novo joguinho: me engane sem fingir, que eu me engano até acreditar.

Matrix: A realidade é uma mentira

12 abr

A realidade é um paradigma, é o padrão que todos acreditam e seguem por ser confortável, mas o filme Matrix vem com a proposta de que a realidade é uma mentira, um ciclo repetitivo criado e recriado por máquinas que usam o homem (seu criador) como meras baterias enquanto brincam de jogo da vida.

O filme entra fundo na mente do espectador, provocando seus sentidos e dizendo que este não sabe nem o gosto de um pedaço de carne, e que sua ignorância é uma benção. Porque seguir a mentira da realidade é ignorar o mundo como ele é, e escolher entre uma pílula azul ou vermelha é fazer a escolha de ver ou não o mundo de verdade, longe da sua zona de conforto, um mundo que tem problemas que estão além do seu alcance ao mesmo tempo que todo seu esforço o ajuda a não desandar.

Reconhecer que nada sabe sobre o que está acontecendo a sua volta é a primeira atitude para quebrar o paradigma da realidade e saber que a realidade/verdade como é vista pela sociedade padrão é uma mentira contada (e aceita) para fazer a própria sociedade se sentir bem. Mas diferente de Matrix, para o mundo atual, não existe reload, mas sempre há espaço para revolutions, ou melhor, evolutions.

A vida é chata, reinventar um mundo distorcendo a realidade é uma maneira de torná-la menos maçante. No filme, imitar a realidade é o meio encontrado para manter o espectador se sentindo em casa enquanto começa a mostra-la de uma visão totalmente diferente.

Na comunicação você precisa manter o receptor confortável, imitando, melhorando e reinventando o mundo em que ele vive para que a mensagem seja bem aceita e compreendida. A mímesis é a mensagem codificada confortavelmente oferecida ao receptor.

Um misto das respostas à perguntas sobre o poder da mímesis na comunicação e analogias no filme Matrix.

Filosofia, Publicidade e Propaganda, PUC-GO, 2º período

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