Tag Archives: Web

Blog corporativo, não é pra qualquer um

26 fev

Se o comunismo reinasse no mundo e a publicidade ainda assim existisse, seu princípio básico seria: Se sabe que não vai dar certo, encontre algo que dê. Mas na nossa comunidade egoísta e capitalista a coisa funciona mais no “vamos faturar em cima do cliente até ele descobrir que isso não funciona e anunciar no programa do João Cleber”.

Muito além de palavras jogadas ao vento, um post em um blog é uma maneira de compartilhar formas de pensamentos, sejam eles utilidades ou futilidades, a mensagem vale a repercussão conteúdo. Ou seja, se ele será um fracasso ou um sucesso.

O blog corporativo é a maneira que a empresa compartilha sua forma de pensar, é nessa hora em que entra o departamento de marketing e uma boa agência de publicidade para responder: A empresa pensa em…?

Respondendo esta pergunta, profissionais altamente qualificados vestem sua capa de ghost-writer e transformam a idéia de blog em uma excelente ferramenta repetidora de press-releases e um belo catálogo de supermercado. Para tornar o blog mais atraente e interativo, definem um espaço especialmente reservado para a última campanha veiculada na TV e incluem link para o moderníssimo Twitter da @empresa, que consegue concentrar em 140 caracteres o título do último post  e um link reduzido para ele.

Se você é publicitário, leu a fórmula mágica do parágrafo acima e gostou da idéia, parabéns, seu cliente é o “qualquer um” do título deste texto e um blog corporativo, definitivamente não é bom para ele.

Chama o técnico!

21 fev

Trabalhar na área de informática tem seus prós e contras, o maior contra com certeza é todos acharem que você tem as respostas para todos seus “problemas informáticos”. Invariavelmente eu as tenho, mas isso não quer dizer que estou disposto a responde-las. 

Depois da sensacional camiseta com a escrita “No, I will not fix your computer.”, acho que a melhor maneira de demonstrar o quanto isso é frustrante, é a imagem abaixo.

Small talk with a web designer

original (em inglês)  pode ser encontrada no The Man in Blue, encontrei essa versão em português no site “Interativando” 

O que acontece é que ninguém pede para um engenheiro civil sentar um tijolo ou um chef de cozinha francês cozinhar um ovo. Não que eles não o saibam fazer, mas houve em algum momento um motivo para que não escolhessem esse seguimento.

Tive meu primeiro contato com computador aos 11 anos, aos 13 aprendi a programar, com quase 14 ganhei meu primeiro computador e comecei a me interessar e criar para internet. Aos 17 anos iniciei como instrutor de informática e aos 18 fui contratado pela primeira vez para exercer a função de designer; desde então não parei de estudar programação, design e projetos para web.

Apesar da minha evolução passar por diversos softwares e meus apuros me garantirem uma boa noção de hardware, eu sinto informar a meus amigos que não tenho o menor prazer ou qualquer momento nostálgico quando me pedem coisas como “Instalar o Windows”, “Ver por que _____ não funciona” ou “Porque minha máquina tá lenta?”.

Acredito que isso é um mal da maioria das profissões, provavelmente neurocirurgiões mundialmente famosos são indagados por sua emprega sobre “a dorzinha no polegar direito que a vizinha está sentindo” e respeitados advogados criminalistas são indagados por seus pais sobre a cobrança indevida que a operadora de celular fez.

Algo que evito ao máximo, é responder que não sei fazer. Onde ficará meu orgulho quando a pessoa dizer a alguém que eu não soube resolver?  Prefiro fazer como um técnico amigo meu, que quando encontrava dificuldade em resolver um problema gritava “chama o técnico!!”.

Ter um blog é fácil, difícil é manter

10 fev

Quem leu o primeiro post sabe que criei meu blog porque “um dia acordei com vontade de blogar”, naquele dia não sabia realmente se queria ter um blog até clicar no botão “Publicar”, desde então as pessoas me param na rua e perguntam “Christoffer, sobre o que é o seu blog?”, e um silêncio absoluto invade a minha mente me deixando sem respostas.

Meu blog é sobre qualquer coisa. Não preciso de um tema para ele, sei que a maioria dos visitantes cairão de para-quedas vindos de algum mecanismo de busca qualquer. Também sei que escrever estes dois parágrafos não irá justificar ter ficado quase dois meses sem postar nada, o que me remete ao título deste texto: Ter um blog é fácil, difícil é manter.

No final de 2007 criei um blog para Fábrica Di Chocolate, a idéia era um criar um meio de atrair visitantes através de assuntos aleatórios envolvendo o produto e a idéia de negócio. O objetivo era “ser informal” e por isso mantive notícias gerais, indo desde informativos sobre investimento até alfinetadas no concorrente principal. Depois da minha saída da empresa, o blog não teve muito movimento e frequentemente tento lembra-los que ele ainda existe.

Ter um blog é diferente de manter um blog, escolher assuntos fresquinhos e elaborar um textos pomposos pode levar horas. Este post por exemplo, já estou a quase uma hora nele e ainda está na metade.

Manter um blog pessoal pode ser uma tarefa mais simples, você pode falar sobre seu dia-a-dia e coisas que gosta de fazer. Manter um blog corporativo é algo mais complicado, você precisa realmente ter atualizações frequentes, pelo menos duas por semana. Manter um blog com assunto específico é mais doloroso, você precisa dar uma dose de feed constante aos usuários senão eles procuram outra fonte. Manter meu blog é uma experiência espiritual, só preciso escrever grandes textos de tempos-em-tempos e ficar me martirizando por não conseguir ser mais frequente.

A primeira vez que ouvi a palavra “weblog” saindo da boca de uma pessoa séria, foi quando minha professora de sociologia do terceiro ano fez em particular um comentário sobre “um novo tipo de mídia” que ela havia lido a respeito, provavelmente não levei nenhum pouco em consideração, afinal ela tinha quase 60 anos e para mim blogs eram só “diários virtuais”.

Hoje acho que deveria ter levado a senhora Monita Reimer-Ridgway mais a sério, mas não posso me culpar, eu era o único da escola inteira que dava algum crédito a ela. Apesar de um pouco excêntrica, percebi mais tarde que ela realmente sabia o que estava dizendo, infelizmente eu não era maduro suficiente para entender que aquela mulher poderia me ensinar muito sobre design, internet e tendências.

Além de blogs, foi dela que levei o primeiro puxão de orelha por não dar “ar para o texto respirar” e não calcular o espaço disponível do papel antes de escrever. Ela também falava de coisas como spam e sobre visitantes que não ficariam a vontade se o site tivesse um menu vertical com o texto na vertical. Monita era realmente uma pessoa fascinante e com uma impressionante história de vida, se você encontrá-la na rua ou promovendo um evento de moda na sua região, fica como sugestão puxar conversa com ela.

Enquanto não encontro uma nova especialista em moda/professora de sociologia para conversar, continuo escrevendo textos inconstantes para meu blog e deixo o desafio: Crie um blog, Tenha um blog, Mantenha um blog.

PS: Tenho que admitir que nunca me pararam na rua, mas gosto de pensar que a causa são os fones de ouvido.

SEO – Search Engine Obfuscation

25 nov

No início eram trevas.. hospedava-se uma página e o primeiro passo era sair garimpando entre os sites de busca para cadastrar o dito cujo no maior número de catálogos possível. Lembro do meu primeiro site recusado e depois publicado no Yahoo!, eu fazia diversas buscas com palavras diferentes para ter certeza que ele estava lá. 

Não lembro bem qual foi o motivo pelo qual fui recusado da primeira vez, mas provavelmente por ter usado alguma palavra que não condizia com meu site — talvez a palavra sexo oral. Acontece que para cadastrar um site era necessário escrever uma descrição e configurar uma série de palavras-chave, a partir disso, a pessoa — física real de carne e osso — que fosse moderar, decidia se aceitaria ou não.

Os tempos mudam, hoje ao invés de ir atrás de sites de busca, são eles que vem atrás de nós. Para ter seu site fotografado pelo Google, basta basicamente que ele exista e para aparecer na página de resultados, basta ter as palavras certas no lugar certo. 

Qualquer menino ou menina pode otimizar um site para que ele tenha uma boa posição no Google, essa frase por exemplo, em conjunto com as demais palavras em itálico pode atrair uma dezena de pedófilos amanhã para esse blog. Teoricamente isso funcionaria, porém existe o “Search Engine Optimization”.

Para oferecer os melhores resultados para a palavra que você pesquisou, o Google definiu uma série de “regras”. Seguir essas regras para obter a melhor posição no buscador, é o que os profissionais em otimização para buscadores fazem, as vezes responsavelmente e as vezes não muito.

Olhe para este blog….. No topo tem o título em um tamanho avantajado, quase tão avantajado quanto o título deste post. Isso porque eles estão em tags do tipo “cabeçalho” que são tags para títulos, eles são títulos então estão no lugar certo, isso é semântica.

Clique no título deste post….. vamos lá clique!, negritei o início dessa linha para que seja mais fácil encontra-la. Se você está dentro do post, verá que o link desta página tem as mesmas palavras do título do post. Olhe para o título da janela, não é interessante que seja o mesmo também?

Se você rolar um pouco a página para o fim do post também verá as tags que escolhi para este texto, as tags facilitam a associação com o conteúdo além de levar o visitante para mais conteúdos referentes a ela. Ao lado também é mostrada uma nuvem de tags.  

Olhando pela perspectiva de um designer, está tudo muito usual, olhando pela do Google, está tudo muito delicioso… nham nham… título e url da página, cabeçalhos e textos com ênfase são alguns dos atributos que o algoritmo do Google usa para classificar a relevância do site para a palavra que você buscou. 

Se existem estas “regras”, porque não tornar todo site um apetitoso bolo de chocolate? É isso que alguns profissionais de SEO fazem, gerando resultados ruins para suas buscas.

O objetivo real deste texto nem eu sei, mas ficarei feliz se eu receber visitas de pedófilos, doceiros e profissionais de web…

Fica o aviso: Graças as técnicas de SEO, *bem ou mal usadas*, podemos estar limitando nossa experiência na web ficando na primeira página de resultado.

No início, eram trevas e fez-se o Google.. argh.. bullshit, é só mais um buscadorzinho!

Repita comigo: “don’t be eeeevill”

23 nov

“Não seja mau” é como um código de conduta na Google, a bandeira que a empresa resolveu carregar para mostrar que pode ser grande sem prejudicar os outros. Bem, funcionou durante um tempo, mas as crianças crescem…

No início de fevereiro acompanhei entusiasmado a tentativa de compra da Yahoo! pela Microsoft, isso seria um grande salto para Microsoft na web e a salvação para a Yahoo!, mas a Google conseguiu jogar um balde de água fria na relação com seu acordo de publicidade milhonário. Naquele momento pensei jogada esperta, digna de Microsoft.. mas, repita comigo don’t be evil..

Em setembro vi a notícia “Mozilla renova acordo com a Google por mais 3 anos”, nem perdi tempo lendo, era de se esperar já que o Firefox deve sua sobrevivência a Google. O que me surpreendeu foi a notícia do dia seguinte “Google lança navegador para concorrer com Explorer”, me lembrei da notícia anterir e esbocei um imediato son of a bitch!… golpe baixo, mas respirei fundo e repeti don’t be evil..

A semanas atrás abri minha página de notícias e lá estava “Google encerra acordo de publicidade com o Yahoo!”, me lembrei de toda novela que foi entre a Microsoft e a Yahoo! e esbocei um imediato son of a bitch, don’t be evil???..

%d blogueiros gostam disto: